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Gaza sofre 'horror sem precedentes', diz secretário da ONU

Guterres alertou que a 'fome bate em todas as portas' no enclave

22 jul 2025 - 13h06
(atualizado às 13h48)
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O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, afirmou nesta terça-feira (22) que a Faixa de Gaza é palco de um "horror sem precedentes na história recente".

Crianças palestinas aguardam em fila para comida perto de Khan Younis, no sul de Gaza
Crianças palestinas aguardam em fila para comida perto de Khan Younis, no sul de Gaza
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A declaração chega em meio à pressão internacional para Israel interromper o assalto contra o enclave palestino e na esteira das acusações de assassinatos de centenas de civis que aguardavam para receber ajuda humanitária.

"Chega de olhar o horror que está se consumando em Gaza, com um nível de morte e destruição sem precedentes na história recente. A desnutrição está explodindo, e a fome bate em todas as portas", disse Guterres em uma reunião do Conselho de Segurança da ONU.

Poucas horas antes, a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (Unrwa) afirmou que mais de mil pessoas foram assassinadas enquanto tentavam obter ajuda humanitária em Gaza desde o fim de maio.

Em nota, o chefe da Unrwa, Philippe Lazzarini, declarou que o enclave palestino se tornou um "inferno na terra", onde médicos desmaiam devido à fome e ao cansaço.

No fim de maio, Israel encerrou o bloqueio à entrada de ajuda humanitária no território, porém concentrou a distribuição de itens de primeira necessidade em uma organização liderada por um pastor evangélico americano e ex-assessor de campanha do presidente Donald Trump, Johnnie Moore, com apoio dos Estados Unidos, a Fundação Humanitária de Gaza (GHF, na sigla em inglês).

"Os civis não podem ser alvos. As imagens provenientes de Gaza são insuportáveis", escreveu no X a presidente do poder Executivo da União Europeia, Ursula von der Leyen. "Os civis de Gaza já sofreram demais, e por tempo demais, é preciso acabar com isso. Israel deve manter as promessas feitas", acrescentou a alemã, em referência a um acordo entre Tel Aviv e Bruxelas para permitir o fluxo de ajuda humanitária no enclave.

Ansa - Brasil
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