G7 defende reabertura do Estreito de Ormuz e alerta para riscos econômicos globais
Países garantiram que estão comprometidos com estabilidade dos mercados de energia
Os ministros das Finanças do G7, reunidos em Paris, defenderam a reabertura do Estreito de Ormuz e reafirmaram o compromisso com a cooperação multilateral para lidar com os riscos à economia global provocados pelo conflito em curso no Oriente Médio.
Os representantes de Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos também garantiram, no comunicado final da reunião, que seguem comprometidos com a estabilidade dos mercados de energia. Além disso, pediram que os países evitem impor restrições às exportações.
"A incerteza econômica global aumentou os riscos para o crescimento e a inflação em meio ao conflito em curso no Oriente Médio, particularmente devido às pressões sobre as cadeias de suprimentos de energia, alimentos e fertilizantes, que afetam especialmente os países mais vulneráveis. Para mitigar esses impactos negativos, reconhecemos que um rápido retorno à livre e segura circulação por Ormuz e uma resolução duradoura para o conflito são imperativos", diz a nota.
"Reafirmamos nosso compromisso com mercados de energia e outras commodities que funcionem bem, sejam estáveis e transparentes, fomentando as condições para a gestão adequada da oferta e da demanda globais. Conclamamos todos os países a evitarem restrições arbitrárias às exportações e enfatizamos a importância de fluxos comerciais seguros", acrescenta o documento.
Olhando para o futuro, os ministros destacaram a importância de fortalecer a resiliência das economias por meio da diversificação das cadeias de suprimentos.
A declaração do G7 também ressaltou a necessidade de alcançar um "crescimento global equilibrado e sustentável, reduzindo os desequilíbrios globais", tema frequentemente defendido pelos Estados Unidos em referência aos superávits comerciais de países como China e Alemanha, além da própria União Europeia.
O texto reforça que o compromisso do grupo é que "cada um de nós, levando em consideração as circunstâncias nacionais, nossos respectivos mandatos internos e as recomendações de política econômica do Fundo Monetário Internacional, busque promover políticas específicas que fomentem o crescimento equilibrado e a estabilidade macroeconômica".
Já sobre a situação no leste europeu, o ministro da Economia francês, Roland Lescure, declarou que os países membros do G7 estão "dispostos a manter a pressão sobre a Rússia" para garantir que ela não se beneficie da guerra na Ucrânia e no Oriente Médio. .
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