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EUA proíbem entrada de estrangeiros provenientes de áreas afetadas por Ebola

Africa CDC criticou medida: 'Precisamos de solidariedade, não de estigma'

19 mai 2026 - 15h21
(atualizado às 15h55)
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Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira (19) a suspensão da entrada de cidadãos não americanos que estiveram em áreas afetadas pelo Ebola nos últimos 21 dias.

Temperatura de mulher é medida antes de permitir sua entrada em hospital em Goma
Temperatura de mulher é medida antes de permitir sua entrada em hospital em Goma
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A ordem, emitida pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), estará em vigor pelos próximos 30 dias e se justifica pela necessidade de "proteger a saúde dos EUA do grave risco representado pela introdução do vírus Ebola no país por estrangeiros".

A medida é válida àqueles que estiveram em Uganda, República Democrática do Congo e Sudão do Sul.

A decisão foi criticada pelo Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças (Africa CDC), a agência de saúde pública da União Africana.

"O CDC reconhece plenamente a responsabilidade soberana de cada governo em proteger a saúde e a segurança de seu povo.

Nossa preocupação é com o uso de restrições severas de viagens como principal ferramenta de saúde pública durante epidemias", afirmou a organização africana em comunicado.

A agência destacou que "restrições severas de viagens e fechamento de fronteiras, em geral, oferecem benefícios limitados à saúde pública, ao mesmo tempo que acarretam consequências econômicas, humanitárias e operacionais significativas." Dessa forma, o CDC exortou a todos os países a "se absterem de impor restrições comerciais ou turísticas desnecessárias como resposta a esta epidemia".

"O mundo deve evitar repetir os erros de emergências sanitárias anteriores, em que medidas motivadas pelo medo causaram graves prejuízos econômicos sem proporcionar benefícios proporcionais à saúde pública", frisou a agência, antes de concluir: "A África precisa de solidariedade, não de estigma."

Além dos EUA, o Bahrein também anunciou o veto de entrada em seu território por um mês de visitantes que passaram pelos países africanos tidos como foco de Ebola.

Ansa - Brasil
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