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Filhos de Khashoggi anunciam 'perdão' a assassinos

Jornalista foi morto no consulado saudita em Istambul, Turquia

22 mai 2020
08h10
atualizado às 09h04
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Os filhos do jornalista dissidente Jamal Khashoggi, brutalmente assassinado no consulado da Arábia Saudita em Istambul, na Turquia, disseram nesta sexta-feira (22) que "perdoam" os autores do crime.

Crítico do regime saudita, Jamal Khashoggi foi brutalmente assassinado em outubro de 2018
Crítico do regime saudita, Jamal Khashoggi foi brutalmente assassinado em outubro de 2018
Foto: EPA / Ansa - Brasil

"Nós, filhos do mártir Jamal Khashoggi, anunciamos que perdoamos aqueles que assassinaram nosso pai", escreveu Salah Khashoggi, um dos filhos do jornalista, nas redes sociais.

O editorialista do Washington Post foi morto em outubro de 2018, no consulado saudita em Istambul, aonde havia ido para retirar documentos de divórcio. Khashoggi foi torturado e esquartejado dentro da sede diplomática, mas seu corpo nunca foi encontrado.

Desde então, a Arábia Saudita já forneceu diversas versões sobre a morte do jornalista. Inicialmente, negou o falecimento. Depois, admitiu o assassinato, mas afirmando que havia sido um acidente resultante de uma "briga corporal".

Por fim, o país confirmou que o homicídio foi premeditado, porém descartando qualquer envolvimento do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, que tenta emplacar uma imagem de reformista. Agentes próximos ao príncipe estavam no consulado no momento do crime.

Em seu perfil no Twitter, a namorada de Khashoggi na época do homicídio, Hatice Cengiz, disse que "ninguém tem o direito de perdoar os assassinos". "Jamal Khashoggi se tornou um símbolo internacional maior que todos nós, admirado e amado. Eu e outros não vamos parar até alcançarmos justiça para Jamal", escreveu.

A Justiça da Arábia Saudita condenou oito pessoas pelo homicídio, sendo cinco à pena de morte. No entanto, após o perdão dos filhos, as sentenças capitais podem ser comutadas, de acordo com jornais árabes.

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Ansa - Brasil   
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