Fed mantém taxa de juros dos EUA entre 3,75% e 4%
Kevin Warsh negou que eleições de meio de mandato tenham influenciado na decisão
Às vésperas das eleições de meio de mandato, o Federal Reserve manteve a taxa de juros dos EUA entre 3,75% e 4% ao ano, adotando cautela diante da inflação persistente e da forte expansão econômica. A decisão majoritária teve duas dissidências que pediam alta de 0,25 ponto percentual. O presidente do Fed, Kevin Warsh, negou pressões políticas, em meio às críticas do presidente Donald Trump, que defende juros menores. O banco central seguirá avaliando dados para levar a inflação à meta de 2%.
A poucos dias das eleições de meio de mandato (Midterms), o Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, manteve a taxa básica de juros inalterada.
Em linha com as expectativas do mercado financeiro, o custo do dinheiro permanece na faixa de 3,75% a 4% ao ano, após a elevação de 0,25 ponto percentual ? a primeira em três anos ? aprovada no mês passado pelo Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC).
O Fed optou por uma abordagem cautelosa no combate à inflação, a despeito das crescentes evidências de que a pressão sobre os preços se mostra mais persistente do que o previsto.
"A inflação permanece elevada. A coleta de mais informações ajudará a determinar a postura de política monetária adequada para garantir o retorno da inflação, em tempo hábil, à meta de 2% do FOMC", informou a autoridade monetária em comunicado.
A atividade econômica americana foi descrita como "em expansão a um ritmo forte", uma avaliação mais otimista do que o termo "sólido", utilizado em setembro. No entanto, dois dos 12 membros do comitê divergiram do posicionamento majoritário: Lisa Cook e Beth Hammack defenderam uma alta de 0,25 ponto percentual nas taxas para conter a dinâmica de preços.
"A economia dos EUA está apoiada em uma base sólida, mas a inflação continua alta demais. Acredito que tomamos a decisão de política monetária correta para o momento, e sinto-me honrado em ocupar o cargo de presidente. A economia está sólida", declarou o presidente do Fed, Kevin Warsh, acrescentando que as Midterms não exerceram "absolutamente nenhuma influência" na deliberação.
Entusiasta da nomeação de Warsh para a chefia do banco central americano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mantém um histórico de atritos com a instituição, defendendo que os juros deveriam estar em patamares significativamente mais baixos. .
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