Ex-deputado italiano Di Battista diz que médicos cubanos removeram um tumor
Ativista e jornalista afirmou que iniciará tratamento contra doença
O ex-deputado italiano Alessandro Di Battista revelou ter passado por uma cirurgia de emergência em Cuba para remover um tumor cerebral, diagnosticado após fortes dores de cabeça durante uma viagem a trabalho. Já em recuperação na Itália, onde fará tratamento complementar, ele elogiou os médicos cubanos que salvaram sua vida, mas expôs a precária infraestrutura do hospital em Havana, que enfrentava grave desabastecimento de água e falta de energia elétrica até para esterilizar materiais.
O ativista, jornalista e ex-deputado do partido italiano Movimento 5 Estrelas (M5S) Alessandro Di Battista revelou nesta terça-feira (29) que passou mal em Cuba em decorrência de um edema cerebral provocado por um tumor.
Di Battista, de 48 anos, deu entrada em um hospital de Havana no fim de agosto após sentir fortes dores de cabeça enquanto estava na ilha caribenha para produzir uma reportagem. Após uma aparente melhora inicial, o retorno à Itália teve de ser adiado por conta de um agravamento no quadro de saúde, que exigiu cirurgia de emergência.
"Comecei a me sentir mal devido a um edema cerebral provocado por um tumor detectado pelos médicos. Eles encontraram rapidamente o tratamento adequado, o que reduziu o edema e viabilizou a cirurgia para a remoção de quase toda a lesão.
Agora vou iniciar o tratamento complementar na esperança de que funcione", declarou o italiano em entrevista ao programa DiMartedì, da emissora La7.
Transferido posteriormente em um avião-ambulância para o Hospital Agostino Gemelli, em Roma, o ex-parlamentar afirmou que vem reconquistando a rotina gradualmente a cada dia.
"Essa doença tem uma virtude: é democrática. Não sou do tipo que diz com certeza que vai vencer; preciso fazer o tratamento e manter uma atitude positiva. Quem não pode desistir são os médicos", ponderou.
O jornalista ressaltou o empenho da equipe médica e revelou que, em Cuba, foi submetido a um procedimento neurocirúrgico de alta complexidade. Di Battista mencionou que o neurocirurgião que salvou sua vida lhe enviou uma mensagem recentemente relatando que a unidade de saúde em Havana "não tem como esterilizar materiais por falta de energia elétrica".
O ex-deputado relatou ainda que o hospital cubano onde esteve internado sofria com o desabastecimento de água, sendo necessário que moradores locais levassem baldes de água ao andar em que ele estava para auxiliar no atendimento. .
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