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UE retoma na segunda-feira o processo de adesão da Ucrânia após fim do impasse com a Hungria

A União Europeia anunciou que retomará formalmente as negociações de adesão com a Ucrânia na segunda-feira (15), após o processo ter sido reiniciado graças à retirada do veto da Hungria. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (12) pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, que saudou a medida como "um passo importante" rumo ao alargamento do bloco.

12 jun 2026 - 15h44
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Os embaixadores dos 27 Estados-membros da UE aprovaram a abertura da primeira fase das negociações de adesão com a Ucrânia e a Moldávia. 

"Todos os Estados-membros concordaram em abrir o primeiro grupo de negociações de adesão com a Ucrânia e a Moldávia", afirmou António Costa. "Na primeira conferência intergovernamental, na segunda-feira, daremos início a este conjunto de negociações sobre os fundamentos, os pilares do processo de adesão", acrescentou. 

Como parte do processo de adesão, os países candidatos negociam "capítulos" políticos agrupados em seis grupos temáticos, abrangendo áreas como direitos fundamentais, mercado interno e relações externas. 

Saída de Orbán permitiu avanço

O processo de adesão, aprovado pelos 27 Estados-membros em dezembro de 2023, esteve paralisado durante muito tempo devido ao veto húngaro, imposto pelo governo de Viktor Orbán. Mas a derrota do primeiro-ministro nacionalista nas eleições parlamentares de abril passado permitiu que a situação fosse resolvida. 

Este mês, o novo governo de Péter Magyar chegou a um acordo com Kiev sobre os direitos da minoria húngara na Ucrânia, abrindo caminho para o levantamento do veto de Budapeste. 

Magyar concordou em levantar o veto em troca do compromisso da Ucrânia de restaurar os direitos linguísticos e culturais da minoria húngara, particularmente nas escolas. Os húngaros da Transcarpátia estão estabelecidos nesta região há séculos. 

Desde 2014, eles têm sido alvo dos esforços do novo governo para afirmar a hegemonia da língua ucraniana. Muitos húngaros da Transcarpátia também optaram por fugir da guerra, estabelecendo-se na Hungria. 

O tema vinha sendo usado por Orbán como justificativa para bloquear qualquer avanço no processo de adesão, especialmente após a invasão russa de 2022, quando o premiê intensificou o discurso de defesa dos húngaros que vivem fora do país. 

Magyar, que tenta reposicionar a Hungria dentro da UE, busca também recuperar o acesso a € 16 bilhões em fundos europeus congelados por violações do Estado de Direito durante a gestão Orbán. O aceno à Ucrânia é visto em Bruxelas como parte desse esforço para reconstruir a confiança junto aos parceiros europeus. 

Com AFP

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