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UE e França anunciam pacote de mais de € 500 milhões para atrair cientistas estrangeiros

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente francês, Emmanuel Macron, anunciaram nesta segunda-feira (5) pacotes de centenas de milhões de euros para atrair cientistas estrangeiros, ameaçados nos Estados Unidos, para a Europa e a França.

5 mai 2025 - 11h08
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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente francês, Emmanuel Macron, anunciaram nesta segunda-feira (5) pacotes de centenas de milhões de euros para atrair cientistas estrangeiros, ameaçados nos Estados Unidos, para a Europa e a França. 

O presidente francês, Emmanuel Macron, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, participam do evento "Choose Europe for Science", para incentivar pesquisadores e cientistas de todo o mundo a praticar na Europa, na Universidade Sorbonne, em Paris, nesta segunda-feira.
O presidente francês, Emmanuel Macron, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, participam do evento "Choose Europe for Science", para incentivar pesquisadores e cientistas de todo o mundo a praticar na Europa, na Universidade Sorbonne, em Paris, nesta segunda-feira.
Foto: AP - Gonzalo Fuentes / RFI

A Comissão Europeia proporá "um novo investimento de € 500 milhões para o período 2025-2027", disse a representante da União Europeia (UE) no campus universitário da Sorbonne, em Paris.

Ursula von der Leyen enalteceu os "financiamentos estáveis e sustentáveis" e as "infraestruturas" favoráveis à pesquisa na Europa, e anunciou medidas para suprir suas "deficiências", que incluem "uma nova 'superbolsa' por um período de sete anos" e o dobro do "complemento" pago às bolsas de pesquisa, até 2027.

"A médio e a longo prazo: em conjunto com nossos Estados-membros, queremos atingir a meta de 3% do PIB (Produto Interno Bruto) para investimento em pesquisa e desenvolvimento até 2030", acrescentou.

Ela reiterou sua meta de "garantir a liberdade da investigação científica na lei através de um novo ato legislativo sobre o Espaço Europeu da Pesquisa". O Espaço Europeu da Pesquisa (EER) é um conceito criado pela Comunidade Europeia para descrever sua política em matéria de pesquisa e inovação.

O presidente francês Emmanuel Macron também anunciou que investirá € 100 milhões "adicionais", que serão financiados por uma reserva disponível do programa de investimento público França 2030, que até agora não foi alocada, de acordo com a Presidência francesa.

Macron também demonstrou apoio a "propostas, incluindo legislativas, destinadas a proteger melhor os refugiados científicos", em alusão ao projeto de lei apresentado pelo ex-presidente François Hollande na Assembleia Nacional. O texto propõe a criação de um novo status para facilitar a vinda de pesquisadores e cientistas ameaçados em seus países de origem 

Falta de financiamento

O chefe de Estado havia anunciado em abril a organização da conferência e o lançamento da plataforma Choose France for Science, que desde então "gerou mais de 30.000 conexões, um terço nos Estados Unidos", disse.

A iniciativa foi criticada pelos sindicatos franceses de ensino superior e pesquisa, que a qualificaram de "chocante e até mesmo indecente". Eles denunciam o "subfinanciamento crônico" do setor, os "agrupamentos forçados" de instituições, mas também "os ataques à liberdade acadêmica".

Para Didier Samuel, diretor do Inserm (Instituto de Pesquisas Médicas da França), "há um reinvestimento na pesquisa" nos últimos anos, mas "ainda não preenchemos essa lacuna". "Devemos manter" essa dinâmica e "ampliá-la", disse em entrevista à rádio francesa Franceinfo. O objetivo, disse, é tornar a França e a Europa mais atraente. Os salários e os recursos dedicados à pesquisa no continente e no país são muito inferiores em comparação aos EUA.

A União Europeia já recebe "25% dos pesquisadores do mundo" e "cada euro investido hoje através do programa Horizonte Europa gerará € 11 em ganhos de PIB até 2045", disse a comissária europeia de Pesquisa, Ekaterina Zaharieva, na abertura da conferência.

Painéis

O evento também incluiu dois painéis para discutir meios de lutar contra a dependência europeia em termos de pesquisa, a liberdade acadêmica e a contribuição em termos globais.

O fim de muitas parcerias com os americanos "pode ter consequências em nossa segurança, particularmente em termos de monitoramento da saúde, e em grandes programas de cooperação", como os relacionados ao clima, de acordo com o Eliseu. Já os bancos de dados, muitos deles internacionais, podem ser ameaçados por decisões do governo americano.

"A França e a Europa não podem deixar isso acontecer. É por isso que precisamos urgentemente proteger ou recriar esses bancos de dados para assumir o controle", disse Macron.

Sobre a soberania europeia, principalmente em termos de dados digitais, Emmanuel Macron considera que a UE cometeu o "erro" de  não ter um "verdadeiro cloud europeu". Este setor é dominado por grupos americanos como Amazon, Microsoft e Alphabet, onde a francesa OVHcloud, líder europeia, tem pouca influência.

"Precisamos construir o financiamento e a cooperação para recuperar e proteger essas bases de pesquisa, essas plataformas", insistiu o presidente francês, pedindo financiamento público-privado com o apoio da Comissão Europeia.

"Nossa Europa não será independente e autônoma em termos estratégicos sem uma ciência livre e forte. Escolher a ciência é até recusar resolutamente a vassalagem", acrescentou. "Não existe submissão feliz."

(Com informações da AFP)

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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