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UE apoia iniciativa de paz para Ucrânia, mas resiste a alívio das sanções à Rússia

9 fev 2015 - 11h44
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Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia somaram forças ao esforço franco-alemão para por fim à guerra na Ucrânia nesta segunda-feira, mas alguns disseram que o bloco deve manter as sanções à Rússia até que a situação no leste ucraniano melhore.

Militares ucranianos  lançam mísseis Grad contra forças separatistas pró-Rússia perto de Debaltseve, no leste da Ucrânia. 08/02/2015
Militares ucranianos lançam mísseis Grad contra forças separatistas pró-Rússia perto de Debaltseve, no leste da Ucrânia. 08/02/2015
Foto: Alexei Chernyshev / Reuters

Os líderes de Rússia, Ucrânia, Alemanha e França concordaram em se reunir em Belarus, na quarta-feira, para tentar mediar um acordo de paz para a Ucrânia em meio à escalada da violência no país.

Às vésperas de um encontro da UE, os ministros acolheram o raio de esperança de um acordo na esteira de uma nova iniciativa da chanceler alemã, Angela Merkel, e do presidente francês, François Hollande, mas alguns duvidam que qualquer cessar-fogo seja mantido.

Os representantes da política externa estavam prestes a adotar o congelamentos de bens e as proibições de viagens a uma nova lista de pessoas e organizações russas e ucranianas, encabeçada pelo vice-ministro da Defesa russo, Anatoly Antonov.

Algumas autoridades da UE afirmaram que os ministros podem frear a aprovação de novas sanções para não criar uma nova tensão antes do encontro em Minsk, embora outros tenham insistido que os acréscimos à lista serão aprovados nesta segunda-feira.

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, declarou aos repórteres que espera que a reunião em Minsk, capital de Belarus, leve “aos primeiros passos... rumo a um cessar-fogo”, e acrescentou: “Mas quero reafirmar que isto não é uma certeza”.

Seus colegas cercaram o alemão e o chanceler francês, Laurent Fabius, no início do encontro para saber as novidades das conversas.

“Acho que o que veremos hoje é o apoio total à iniciativa de Merkel e Hollande”, disse a titular sueca da pasta, Margot Wallstrom, enfatizando querer uma solução política, e não militar.

Um acordo de paz seria um alívio para muitos países do bloco, que preferem evitar um agravamento nas sanções à Rússia, maior fornecedor de energia da UE, e prejudicar suas próprias economias.

Mas o ministro das Relações Exteriores britânico, Philip Hammond, disse que o bloco precisa se manter “claro e unido em nossa postura contra a agressão russa na Ucrânia”.

“Até que vejamos a Rússia cumprir sua parte no local do conflito não podemos aliviar a pressão de maneira nenhuma”, afirmou.

(Reportagem adicional de Tom Koerkemeier, Philip Blenkinsop, Robert-Jan Bartunek, Foo Yun Chee)

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