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Tensões com a polícia marcam protestos na Itália contra ofensiva israelense em Gaza

Diversas cidades italianas foram palco de manifestações, greves e bloqueios nesta segunda-feira (22), em protesto contra a ofensiva de Israel na Faixa de Gaza. A mobilização foi marcada por confrontos violentos entre os participantes e a polícia em Milão.

22 set 2025 - 15h34
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Diversas cidades italianas foram palco de manifestações, greves e bloqueios nesta segunda-feira (22), em protesto contra a ofensiva de Israel na Faixa de Gaza. A mobilização foi marcada por confrontos violentos entre os participantes e a polícia em Milão.

Manifestantes em Milão enfrentaram policiais, que reagiram com bombas de gás lacrimogêneo (22 de setembro de 2025).
Manifestantes em Milão enfrentaram policiais, que reagiram com bombas de gás lacrimogêneo (22 de setembro de 2025).
Foto: AP - Claudio Furlan / RFI

Convocados por sindicatos, os atos tinham como objetivo exigir sanções econômicas e diplomáticas contra Israel e denunciar o que os organizadores classificaram de "genocídio em Gaza".

Em Roma, mais de 20 mil pessoas, segundo a prefeitura, se reuniram em frente à estação ferroviária Termini. Muitos eram estudantes do ensino médio, que carregavam bandeiras palestinas e cartazes com frases como "Contra o genocídio, vamos bloquear tudo!", enquanto gritavam "Palestina livre!". O transporte público na capital foi afetado, com interrupções nos serviços de ônibus e metrô. À noite, associações católicas organizaram uma vigília de solidariedade e oração.

Em Milão, no norte do país, houve confrontos violentos entre manifestantes e policiais nas proximidades da estação central. Participantes lançaram pedras e cadeiras contra as forças de segurança, e dezenas chegaram a invadir a estação, sendo em seguida dispersados com gás lacrimogêneo.

Em Bolonha, também no norte, mais de 10 mil pessoas participaram dos protestos, segundo a polícia local. Um grupo bloqueou uma estrada, antes de ser dispersado com jatos d'água. Houve ainda manifestações em Turim, Florença, Nápoles, Bari, Palermo, Gênova e Livorno. Nessas duas últimas cidades, trabalhadores portuários bloquearam as docas, segundo agências italianas.

A mobilização ocorre no mesmo dia em que diversos países discutem o reconhecimento do Estado da Palestina na ONU — como fizeram Reino Unido, Austrália e Canadá no domingo (19). A Itália, no entanto, liderada pelo governo ultraconservador de Giorgia Meloni, ainda não considera essa possibilidade.

Governo adota postura cautelosa em relação à guerra em Gaza

O governo italiano, ideologicamente próximo ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adota uma postura cautelosa em relação à guerra em Gaza. Apesar de Meloni ter expressado preocupação com a ofensiva israelense, Roma evita reconhecer o Estado palestino e resiste às sanções comerciais propostas pela União Europeia. O governo afirma, no entanto, que não vende mais armas a Israel desde 7 de outubro de 2023.

Segundo uma pesquisa recente do instituto Only Numbers, 63,8% dos italianos consideram "extremamente grave" a situação humanitária em Gaza, e 40,6% apoiam o reconhecimento de um Estado palestino.

A ofensiva israelense em Gaza se intensificou nos últimos dias, com o objetivo declarado de "aniquilar" o grupo Hamas, responsável pelo ataque de 7 de outubro de 2023 em território israelense, que deixou 1.219 mortos, a maioria civis, segundo dados oficiais. Em resposta, os bombardeios israelenses já causaram 65.344 mortes em Gaza, também majoritariamente civis, segundo o Ministério da Saúde do governo do Hamas - cujos dados são considerados confiáveis pela ONU.

(Com informações da AFP)

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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