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Putin apresenta um plano para solucionar a crise na Ucrânia

O presidente russo destacou a importância do fim de operações em Donetsk e Lugansk

3 set 2014 10h41
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Putin anunciou plano para crise na Ucrânia nesta quarta-feira
Putin anunciou plano para crise na Ucrânia nesta quarta-feira
Foto: B.Rentsendorj / Reuters

O presidente russo Vladimir Putin apresentou nesta quarta-feira um plano de sete pontos para a crise na Ucrânia, que inclui o fim das ofensivas entre o exército ucraniano e os rebeldes pró-russos e uma troca de prisioneiros.

"Eu esbocei algumas ideias, um plano de ação" sobre o conflito na Ucrânia, afirmou Putin, em declarações transmitidas pelo canal de televisão Rossiya 24, durante uma visita à Mongólia.

Segundo ele, é preciso primeiro pôr fim às operações em Donetsk e Lugansk (leste).

Putin também afirmou que espera por um "acordo definitivo" entre Kiev e os separatistas pró-russos do leste da Ucrânia na próxima sexta-feira, e acrescentou que seus pontos de vista e os do presidente ucraniano Petro Poroshenko são muito parecidos.

"Acho que em 5 de setembro, durante a reunião do grupo de contato, poderá ser alcançado e fixado um acordo definitivo entre as autoridades de Kiev e as do sudeste da Ucrânia", afirmou Putin, desta vez citado pela agência RIA-Novosti, durante uma visita à Mongólia.

Obama diz que cessar-fogo depende da Rússia
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quarta-feira que um cessar-fogo na Ucrânia pode ser eficaz apenas se Moscou parar de “fingir" que não estava controlando separatistas pró-Rússia e parar de mandar tropas e armas para o país vizinho.

Obama fez os comentários em viagem à Estônia, um dos três ex-países soviéticos do Báltico que fazem fronteira com a Rússia e que temem que a rebelião no leste ucraniano possa trazer problemas para eles. Todos os três possuem consideráveis minorias russas e dependem do fornecimento de energia da Rússia.

A Ucrânia disse nesta quarta-feira que seu presidente havia concordado com o líder russo, Vladimir Putin, sobre as medidas para um “regime de cessar-fogo” no conflito de Kiev com os separatistas, mas o Kremlin negou qualquer acordo real de trégua, o que causou confusão às vésperas de uma cúpula da aliança militar Otan.

“Temos consistentemente apoiado o esforço do presidente (Petro) Poroshenko de alcançar um significativo cessar-fogo que possa conduzir a um acordo político”, disse Obama em uma coletiva de imprensa em Tallinn durante uma breve visita, cuja intenção era salientar o comprometimento dos EUA com um Estado da Otan na linha de frente.

“Até agora não isso não vingou, seja porque a Rússia não tem sido séria sobre a questão ou tenha fingido que não está controlando os separatistas, os quais, quando consideraram ser mais vantajoso para eles, não cumpriram o cessar-fogo.”

A Rússia nega ter enviado veículos blindados e soldados para o leste da Ucrânia, uma área cuja maioria da população fala russo e tem lutado pela independência desde abril. Mais de 2.600 pessoas morreram no conflito, que provocou a maior crise nas relações da Rússia com o Ocidente desde a Guerra Fria.

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AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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