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Premiê turco dá ultimato a manifestantes em parque de Istambul

13 jun 2013
07h40
atualizado às 11h45
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O primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan, deu um ultimato nesta quinta-feira aos manifestantes que ocupam um parque no centro de Istambul, afirmando que a paciência acabou e pedindo que eles deixem o local.

Erdogan participa de reunião com prefeitos de seu partido em Ancara
Erdogan participa de reunião com prefeitos de seu partido em Ancara
Foto: AP

"Peço aos jovens do parque Gezi. Vocês apresentaram suas demandas. Abandonem este lugar", disse Erdogan em Ancara durante uma reunião com representantes do partido islamita moderado AKP.

"Nossa paciência está no fim. Estou fazendo meu alerta pela última vez. Digo às mães e aos pais, por favor peguem seus filhos pelas mãos e os retirem de lá", disse Erdogan. "Não podemos esperar mais porque o parque Gezi não pertence às forças de ocupação, mas ao povo", acrescentou.

"Faço um apelo aos irmãos defensores do meio ambiente, não nos façam ficar tristes por mais tempo. Deixem que limpemos o parque Gezi para devolvê-lo a seus autênticos proprietários, os moradores de Istambul", insistiu o chefe de governo.

O despejo forçado de milhares de manifestantes no parque Gezi, situado no centro de Istambul, desencadeou há duas semanas uma onda de manifestações em todo o país contra o governo de Erdogan.

Pelo menos quatro pessoas morreram desde então, enquanto milhares ficaram feridas e centenas detidas pela polícia, incluindo usuários das redes sociais e advogados que defendem os manifestantes presos.

Ativistas recusam referendo
A proposta de Erdogan de organizar um referendo municipal sobre o futuro de parque Gezi não é legal nem desejável, afirmou à AFP um representante dos manifestantes. "Já existe uma decisão judicial, que obrigou a interrupção das obras urbanísticas do parque Gezi. Nestas condições, não é legal prever uma consulta popular para decidir o futuro do parque", declarou Tayfun Kahraman, do movimento Solidariedade Taksim, que reúne 116 associações que promovem protestos no parque Gezi.

Kahraman destacou ainda que "não existem as condições para realizar uma consulta porque a legislação turca prevê o recurso do referendo apenas para reformas constitucionais.

O primeiro-ministro tentou na quarta-feira neutralizar os protestos contra o governo com a ideia de um referendo sobre o projeto urbanístico da praça Taksim e sobre o futuro das 600 árvores do parque Gezi.

Um tribunal administrativo de Istambul divulgou em 31 de maio uma medida cautelar para suspender as obras, à espera de uma decisão sobre a legalidade do projeto estimulado pelo governo.

Com informações das agências AFP, Reuters e EFE

 

Fonte: Terra
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