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Premiê turco afirma que desocupará parque Gezi à força

15 jun 2013
13h16
atualizado às 14h07
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O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, advertiu neste sábado que a polícia usará a força para retirar amanhã quem continuar ocupando o parque Gezi, em Istambul, centro dos protestos antigovernamentais que ocorrem na Turquia há duas semanas.

O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, saúda multidão durante comício em Ancara
O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, saúda multidão durante comício em Ancara
Foto: EFE

"Falo abertamente. Se amanhã não estiver vazio, as forças de segurança o esvaziarão. Este Estado não é vosso brinquedo", anunciou Erdogan em um comício de seu partido, o islamita moderado AK, em Ancara.

Erdogan voltou a prometer que não empreenderá a reurbanização que causaria a destruição do parque até que os juízes determinem se o projeto é legal e que, em qualquer caso, organizará uma consulta popular. "Se as pessoas decidirem que querem o parque, o deixaremos. Se o povo quiser o museu municipal, o construiremos. Faremos o que o povo quiser", prometeu em referência a um dos possíveis usos previstos para o edifício que substituiria essa zona verde.

Multidão acompanha comício do partido governista em Ancara
Multidão acompanha comício do partido governista em Ancara
Foto: EFE

Recebido por dezenas de milhares de seus partidários, Erdogan insistiu em um grande palco que os manifestantes são extremistas que utilizam esse parque como desculpa para atacá-lo. "Respeito os ecologistas. Mas esses não eram ecologistas. Por trás do pano de fundo do parque Gezi há organizações ilegais", acusou o primeiro-ministro, que assegurou que a maioria dos que falam desse espaço verde "nunca estiveram ali".

O primeiro-ministro turco acusou os meios de comunicação nacionais e internacionais de ocultar a realidade e as redes sociais de ter "lançado incríveis provocações com suas mentiras". "Resistiremos com a lei, a democracia e os votos. Dentro de oito meses faremos que eles paguem por isso nas eleições (municipais), não é mesmo?", perguntou a uma multidão que lhe ovacionava.

EFE   
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