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Premiê da Ucrânia pede que Rússia anule referendo da Crimeia

10 mar 2014
11h42
atualizado às 11h44
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O primeiro-ministro ucraniano, Arseni Yatseniuk, disse nesta segunda-feira que pediu a Moscou que faça tudo para anular o referendo com o qual a Crimeia que se unir à Rússia, ao mesmo tempo em que anunciou que participará da sessão do Conselho de Segurança da ONU que em 13 de março abordará a crise na Ucrânia.

<p>O premi&ecirc; ucraniano, Arseny Yatseniuk, em coletiva de imprensa durante reuni&atilde;o de emerg&ecirc;ncia com l&iacute;deres europeus, em Bruxelas, no dia 6 de mar&ccedil;o</p>
O premiê ucraniano, Arseny Yatseniuk, em coletiva de imprensa durante reunião de emergência com líderes europeus, em Bruxelas, no dia 6 de março
Foto: Reuters

"A Federação Russa deve anular urgentemente o referendo que vai ocorrer no território da República Autônoma da Crimeia, que é uma parte inalienável da Ucrânia", afirmou Yatseniuk em entrevista à imprensa em Kiev.

"Não há nenhum poder legítimo na Crimeia: são um grupo de criminosos que chegaram ao poder por meios anticonstitucionais e com a proteção de 18 mil soldados russos", acrescentou. "Estou convencido de que esse referendo será reconhecido pela Coreia do Norte e, seguramente, pela Síria".

Yatseniuk disse que a Ucrânia se dirigiu à comunidade internacional pedindo que sejam enviados observadores à Crimeia, mas acrescentou que as autoridades locais não permitem a entrada desse grupo.

Na entrevista coletiva de hoje, Yatseniuk expressou sua opinião de que há possibilidades para uma regra pacífica da situação na Ucrânia, já que não se trata de um conflito bilateral entre Moscou e Kiev. "A política da Rússia está dirigida a torpedear as bases da segurança global e à revisão dos resultados da Segunda Guerra Mundial", disse.

EFE   
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