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Otan mobiliza caças na Polônia para proteger espaço aéreo de invasões russas

Dois aviões de caça da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) foram mobilizados na Polônia para garantir a segurança do espaço aéreo polonês contra novas incursões russas, informou o comando militar de Varsóvia neste sábado (20). Na sexta-feira, a aliança atlântica anunciou ter interceptado três caças russos na Estônia.

20 set 2025 - 07h22
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Dois aviões de caça da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) foram mobilizados na Polônia para garantir a segurança do espaço aéreo polonês contra novas incursões russas, informou o comando militar de Varsóvia neste sábado (20). Na sexta-feira, a aliança atlântica anunciou ter interceptado três caças russos na Estônia.

Caças russos MiG-31 foram detectados no espaço aéreo estoniano nesta sexta-feira (19). Foto de arquivo, 14 de fevereiro de 2022.
Caças russos MiG-31 foram detectados no espaço aéreo estoniano nesta sexta-feira (19). Foto de arquivo, 14 de fevereiro de 2022.
Foto: © AP / RFI

Moscou negou qualquer violação do espaço aéreo do país báltico. "Em 19 de setembro, (...) três caças russos MiG-31 realizaram um voo programado da Carélia para um campo de aviação na região de Kaliningrado", um enclave russo situado entre a Lituânia e a Polônia, informou o Ministério da Defesa russo, pelo Telegram.

"O voo foi conduzido em estrita conformidade com as regras internacionais de uso do espaço aéreo, sem violar as fronteiras de outros Estados, o que é confirmado por meios objetivos de controle", acrescentou o ministério. "Durante o voo, a aeronave russa não se desviou da rota aérea acordada e não violou o espaço aéreo estoniano", afirmou.

A Otan anunciou na sexta-feira ter interceptado três MiG-31 russos que teriam entrado no espaço aéreo estoniano, provocando protestos da aliança e da União Europeia contra uma nova "provocação" russa. A Estônia, que relatou na sexta-feira essa violação "sem precedentes" de seu espaço aéreo, afirmou ter solicitado à Otan a ativação do Artigo 4 do tratado fundador da aliança, que prevê consultas entre os aliados em caso de ameaça a um deles.

"Essa violação é completamente inaceitável", denunciou a primeira-ministra estoniana, Kristen Michal, na rede X. A Polônia já havia feito esse pedido na semana anterior, após a intrusão de drones russos em seu território.

Aumento da tensão

A porta-voz da Otan, Allison Hart, também denunciou na rede X "mais um exemplo de comportamento perigoso da Rússia". Para a chefe da política externa da UE, Kaja Kallas, ex-primeira-ministra da Estônia, o incidente — que marca a terceira violação do espaço aéreo da UE em apenas alguns dias — "aumenta ainda mais as tensões na região".

O secretário-geral da aliança atlântica, Mark Rutte, elogiou a resposta "rápida e decisiva" da organização e disse ter conversado com o primeiro-ministro estoniano, Kristen Michal.

O incidente ocorre em um momento de alta tensão entre a Rússia e os países da Otan. Na semana passada, cerca de 20 drones russos invadiram o espaço aéreo polonês, três dos quais foram abatidos por aeronaves polonesas e caças F-35 holandeses — uma manobra inédita da organização desde sua fundação, em 1949. Poucos dias depois, a Romênia também denunciou a violação de seu espaço aéreo por um drone russo.

Novas sanções europeias

A cada "provocação", a UE responderá "com determinação, investindo em um flanco oriental mais forte", garantiu Ursula von der Leyen. "À medida que as ameaças se intensificam, nossa pressão também aumentará", insistiu a presidente da Comissão Europeia, ao pedir que os 27 países do bloco aprovem rapidamente o 19º pacote de sanções contra Moscou.

Bruxelas propôs essa nova rodada de sanções na sexta-feira, que deverá ampliar a lista de cerca de 2.500 indivíduos e entidades russas já alvo de medidas por seu apoio à invasão da Ucrânia.

Ataques à Ucrânia

Em Kiev, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Rússia lançou 40 mísseis e cerca de 580 drones contra a Ucrânia durante a última noite, em um "ataque massivo" que matou três pessoas e feriu dezenas. Os disparos atingiram regiões do centro, norte e oeste do país.

"Esses ataques não têm propósito militar; são uma estratégia deliberada da Rússia para aterrorizar civis e destruir nossa infraestrutura", declarou o presidente, que voltou a pedir aos aliados de Kiev mais sistemas de defesa aérea e sanções adicionais contra Moscou.

Na cidade de Dnipro, no centro da Ucrânia, onde um míssil atingiu um prédio residencial, uma pessoa morreu e pelo menos 26 ficaram feridas, segundo autoridades regionais. Outras duas pessoas morreram — uma na região de Chernihiv, no norte, e outra na região de Khmelnytskyi, no oeste —, conforme autoridades locais.

A Força Aérea Ucraniana afirma ter derrubado 552 drones e 31 mísseis.

Com informações de AFP e Reuters

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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