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Hantavírus: comissária de bordo da KLM com sintomas é internada em Amsterdã

Uma comissária de bordo da KLM está passando por exames para detectar possível infecção por hantavírus, depois de apresentar sintomas leves. O caso foi confirmado nesta quinta-feira (7) pelo Ministério da Saúde da Holanda. A funcionária está internada no Centro Médico Universitário (UMC) de Amsterdã, enquanto os testes seguem em andamento, segundo informou o porta-voz do ministério, Mischa Stubenitsky.

7 mai 2026 - 08h21
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Na quarta-feira, a companhia aérea informou que uma pessoa que morreu posteriormente em decorrência de infecção por hantavírus esteve a bordo de um voo da KLM de Joanesburgo para Amsterdã.

"Em razão do estado de saúde do passageiro naquele momento, a tripulação decidiu não permitir que ele viajasse nesse voo", informou a KLM, referindo-se ao voo KL592, que partiu da África do Sul em direção ao país europeu em 25 de abril, às 23h15 (horário local).

"Após o passageiro ser retirado da aeronave, o voo seguiu para a Holanda", acrescentou a empresa. As autoridades sanitárias holandesas estão, "por precaução", entrando em contato com todas as pessoas que estavam a bordo do voo, segundo comunicado da KLM.

Um segundo avião de repatriação sanitária destinado a transportar um passageiro doente do cruzeiro chegou nesta quinta-feira a Amsterdã, após uma evacuação de emergência da embarcação ao largo de Cabo Verde, segundo relato de um jornalista da AFP.

O avião medicalizado pousou no aeroporto de Schiphol às 8h54 no horário local. O site de monitoramento Flightradar24 também confirmou o pouso. Outros dois passageiros evacuados haviam chegado a Amsterdã no fim da noite de quarta-feira.

Profissionais de saúde usando equipamentos de proteção evacuam pacientes do cruzeiro MV Hondius no porto de Praia, em Cabo Verde, na quarta-feira, 6 de maio de 2026.
Profissionais de saúde usando equipamentos de proteção evacuam pacientes do cruzeiro MV Hondius no porto de Praia, em Cabo Verde, na quarta-feira, 6 de maio de 2026.
Foto: RFI

Navio chega sábado às Ilhas Canárias

O navio MV Hondius, no qual passageiros e tripulantes estão confinados devido a um foco de hantavírus, segue para Tenerife, no arquipélago espanhol das Ilhas Canárias, onde deve chegar no sábado (10). A retirada dos passageiros, que estão assintomáticos segundo a empresa Oceanwide Expeditions, está prevista para o início da próxima semana.

A embarcação ultrapassou o arquipélago de Cabo Verde na manhã de quinta-feira, segundo o site de monitoramento marítimo Marine Traffic. "Todos os passageiros permanecerão a bordo do navio de cruzeiro até a chegada" dos aviões encarregados de repatriá-los, informou o Ministério do Interior da Espanha. O navio deve atracar em Granadilla, em Tenerife, apesar da oposição das autoridades locais.

"Será montado um dispositivo conjunto de avaliação sanitária e evacuação para repatriar todos os passageiros, a menos que seu estado de saúde o impeça", afirmou a ministra da Saúde da Espanha, Mónica García Gómez.

Os países da União Europeia deverão assumir o repatriamento de seus cidadãos, eventualmente com apoio da Comissão Europeia. A evacuação dos passageiros de fora do bloco ainda está sendo preparada.

O navio, com passageiros de 23 nacionalidades, deixou a baía de Praia, em Cabo Verde, na quarta-feira. "Três profissionais de saúde adicionais embarcaram (...) para garantir cuidados médicos adequados durante a travessia", informou a operadora Oceanwide Expeditions em comunicado.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Oceanwide, três pessoas — dois tripulantes doentes e um contato próximo — foram evacuadas do navio e embarcadas em voos medicalizados a partir de Praia. "Os três estão em estado estável, e um deles é assintomático", afirmou Ann Lindstrand, representante da OMS em Cabo Verde.

Trinta passageiros do cruzeiro afetado por um foco de hantavírus, que já deixou três mortos, deixaram o navio durante uma escala em 24 de abril na ilha britânica de Santa Helena, anunciou nesta quinta-feira a Oceanwide, acrescentando que "todos já foram contatados".

"Estamos trabalhando para identificar todos os passageiros e tripulantes que embarcaram e desembarcaram nas diferentes escalas do MV Hondius desde 20 de março", acrescentou a companhia.

Troca de aeronave

O primeiro avião pousou em Amsterdã na noite de quarta-feira. O Centro Médico Universitário de Leiden (LUMC), na Holanda, informou que se preparava para receber um paciente. O hospital universitário de Düsseldorf, no oeste da Alemanha, deve acolher um caso de contato.

Um segundo avião destinado a transportar o terceiro paciente evacuado pousou na manhã de quinta-feira em Amsterdã, após uma troca inesperada de aeronave ocorrida na quarta-feira nas Ilhas Canárias.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que "não acredita" que a situação seja semelhante à do início da pandemia de Covid-19. "Por enquanto, o risco para o resto do mundo é baixo", afirmou.

O Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) avalia que "muitas incertezas persistem" em relação ao surto e recomenda "uma abordagem de precaução para reduzir a probabilidade de novas transmissões". Para a autoridade sanitária dos Estados Unidos, o risco de americanos contraírem o hantavírus é "extremamente baixo".

Cepa dos Andes

A cepa do vírus detectada na África do Sul é a Andes, transmissível entre humanos, segundo o ministro da Saúde sul-africano. O Hospital Universitário de Genebra identificou a mesma cepa.

A KLM informou ainda que uma pessoa que morreu após ter viajado a bordo do MV Hondius esteve "brevemente" a bordo de um de seus aviões que ligava Joanesburgo a Amsterdã, mas desembarcou antes da decolagem, sem detalhar eventual mal-estar.

Três pessoas — um casal de holandeses e uma alemã que viajaram a bordo do MV Hondius — morreram desde o início do cruzeiro, segundo a OMS. O itinerário do navio ia de Ushuaia, na Argentina, a Cabo Verde, ao largo da costa oeste africana.

Um homem está hospitalizado em Joanesburgo, e outro, em Zurique, na Suíça. Segundo o Ministério da Saúde da Suíça, este último havia "retornado à Suíça vindo de Santa Helena", ilha britânica no oceano Atlântico onde o navio fez escala entre 22 e 24 de abril.

Até o momento, a OMS supõe que um ou mais casos iniciais "tenham sido infectados fora do navio", antes de ocorrer "transmissão entre humanos". O casal holandês que morreu, segundo o itinerário reconstituído pelas autoridades argentinas, estava na América do Sul desde o fim de novembro e viajou por vários meses entre Argentina, Chile, Uruguai e novamente Argentina no final de março, antes de embarcar no navio em Ushuaia, em 1º de abril.

O hantavírus é endêmico em algumas regiões da Argentina, sobretudo na região andina, com cerca de 60 casos por ano nos últimos anos. O Ministério da Saúde argentino informou que pretende enviar aos países envolvidos (Espanha, Senegal, África do Sul, Países Baixos e Reino Unido) o RNA da cepa Andes do hantavírus para facilitar sua detecção, além de guias de diagnóstico e protocolos de tratamento.

Com agências

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