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Irmão de Salah Abdeslam saqueava corpos quando tinha 18 anos

28 nov 2015 14h44
| atualizado às 17h27
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Mohammed Abdeslam, irmão do suposto terrorista Salah Abdeslam, sobre quem pesa um mandato de busca e captura por sua suposta vinculação com os atentados de Paris, atribuiu neste sábado a "um grande erro de juventude" sua participação em uma rede de motoristas de ambulâncias que saqueava corpos quando tinha 18 anos.

Salah Abdeslam foi um dos homens responsáveis pelos ataques de 13 de novembro em Paris, segundo investigações da polícia francesa
Salah Abdeslam foi um dos homens responsáveis pelos ataques de 13 de novembro em Paris, segundo investigações da polícia francesa
Foto: Policia de Francia

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"Era ainda um jovem imaturo e irresponsável", declarou hoje em entrevista à emissora "RTBF".

Mohammed, condenado a dois anos de liberdade condicional em 2010 por esses crimes, explicou que quando ele começou a trabalhar na empresa privada de ambulâncias já havia várias pessoas "muito envolvidas nesta atividade", que consistia em roubar todo objeto de valor dos corpos no trajeto ao necrotério ou à funerária.

"Estava rodeado de pessoas mais velhas que eu e que me levaram para o mau caminho", afirmou, acrescentando que estes fatos foram revelados dez anos depois do ocorrido apenas porque é irmão de Salah Abdeslam.

A emissora "RTBF" divulgou também o testemunho de uma pessoa, que pediu anonimato, que lembrou como em 2005 Mohammed e outros membros desta quadrilha aproveitaram a transferência em ambulância de um familiar que tinha falecido para roubar seu cartão bancário, o celular, as joias e a chave de uma moto.

Em 2010, vários membros desta quadrilha foram condenados pelo Tribunal Correcional de Bruxelas por 19 casos similares, entre eles Mohammed.

Seu advogado, Olivier Martins, explicou que quando Mohammed começou a trabalhar para esse serviço de ambulâncias "estava completamente contra" estes roubos, mas que pouco a pouco se deixou levar e em pouco tempo já não percebia a gravidade de suas ações.

Mohammed, também irmão de Ibrahim Abdeslam, um dos terroristas suicidas de Paris, esteve dois dias detido na Bélgica após os ataques, mas acabou sendo posto em liberdade sem acusações por falta de provas sobre sua vinculação com os atentados, nos quais morreram 130 pessoas e 350 ficaram feridas.

Após ser libertado, Mohammed realizou várias declarações aos meios de comunicação para ressaltar sua inocência e explicar que sua família desconhecia totalmente as intenções de seus irmãos.

EFE   
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