7 eventos ao vivo

Independente do sexo, bebê real será 3º na linha sucessória

Independente do sexo, filho de William e Kate está atrás do seu avô, o príncipe Charles, e do seu pai na sucessão do trono britânico

8 jul 2013
10h28
atualizado em 12/7/2013 às 11h09
  • separator
  • 0
  • comentários

O primeiro filho de William e Kate será o terceiro na ordem de ascensão ao trono britânico e algum dia deve vir a reinar, independentemente do sexo, uma vez aprovada uma mudança histórica nas regras de sucessão.

O "bebê real" irá ultrapassar seu tio Harry, ficando atrás de seu pai William (segundo) e seu avô Charles (primeiro), na fila de herdeiros da coroa. E se for uma menina, poderá governar, sem ser deixada para trás por um irmão mais novo, como era o caso até então em virtude da "primogenitura masculina".

A atual rainha, Elizabeth II, foi coroada após a morte de seu pai, o rei George VI, porque não tinha irmão. Depois de décadas de discussões para acabar com essa desigualdade, a iniciativa partiu do governo do conservador David Cameron.

Poucos meses depois do casamento de Kate e William, que rejuvenesceu a imagem da monarquia, os 16 dos 54 países da Commonwealth (incluindo o Reino Unido) onde a rainha é soberana concordaram com essa mudança durante uma reunião em outubro de 2011.

No Reino Unido, o projeto de lei foi rapidamente aprovado pelo Parlamento e consentido pela rainha em abril. Mas para entrar em vigor, deve ainda ser formalmente aprovado em cada um dos 15 países.

info infográfico sucessão bebê real kate willliam
info infográfico sucessão bebê real kate willliam
Foto: AFP

Padronização na Commonwealth
O Palácio de Buckingham e o governo britânico "desejam evitar uma situação em que as regras de sucessão sejam diferentes para alguns reinos, pois isso poderia levar a um cenário no qual teríamos um monarca diferente nestes domínios", explicou Robert Hazell, diretor do departamento de estudos constitucional da University College London (UCL). Londres "espera que todos os países alterem a sua legislação até ao final deste ano ou, o mais tardar, dentro dos próximos 12 meses", indicou.

No Canadá, onde o Parlamento aprovou a mudança, uma ação foi apresentada em junho perante o Tribunal Superior de Quebec para declarar inconstitucional a nova lei, alegando que as províncias não foram consultadas. Mas em Londres, o governo minimiza esses imprevistos. "Isto não é uma corrida contra o tempo", disse um porta-voz do gabinete do Governo.

Irmã da rainha fica para trás
Este "Ato de sucessão à coroa 2013" será aplicado retroativamente, para as crianças nascidas "depois de 28 de outubro de 2011". O que exclui a princesa Anne, segunda filha da rainha e do príncipe Philip. Na ordem de sucessão ao trono, ela está atrás de seus dois irmãos mais novos e seus filhos.

A nova legislação também coloca um fim à proibição de um monarca de se casar com um ou uma católica, regra estabelecida pelo Bill of Rights (1689) e The Act of Settlement (1701), após o cisma anglicano do século XVI. O fim da proibição, portanto, recoloca na linha de sucessão os membros da família real que tinham sido excluídos após se casarem com católicos, como o príncipe Michael de Kent, primo da rainha.

No entanto, a coroa está reservada para aqueles "em comunhão" com a Igreja Anglicana da Inglaterra, que exclui as pessoas de outras religiões e não crentes. "Esta proibição permanece, pois o soberano é o chefe da Igreja da Inglaterra" e, portanto, deve pertencer a ela, ressalta o especialista Bob Morris, da UCL.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
  • separator
  • 0
  • comentários
publicidade