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Futebol italiano volta a sofrer com a violência

28 abr 2015 - 19h45
(atualizado às 19h45)
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Torcedores feridos no clássico de Turim, ameaças, vandalismo, faixas com mensagens de péssimo gosto. "Virou uma loucura levar as crianças ao estádio", lamentou Massimiliano Allegri, técnico da Juventus, num momento em que o futebol italiano volta a ser atormentado por velhos demônios.

Os números do ministério do Interior são deprimentes: 1757 pessoas foram impedidas de ir ao estádio e 267 feridos foram registrados nesta temporada nas três ligas profissionais.

A temporada passada terminou com a morte do torcedor do Napoli Ciro Esposito, que perdeu a vida ao levar um tiro numa briga com a torcida da Roma, antes da final da Copa da Itália.

O último incidente aconteceu no domingo, no clássico de Turim entre Torino e Juventus (2-1). Uma bomba lançada das arquibancadas da torcida da 'Juve' feriu 10 torcedores do Torino. Cinco pessoas foram presas. As punições esportivas ainda não foram anunciadas, mas a Juve corre o risco de ter que jogar com portões fechados.

Antes do clássico, o ônibus da 'Velha Senhora' foi apedrejado por torcedores do Torino e várias brigas foram vistas por toda a cidade, algo que vem se tornando corriqueiro em dias de jogo na Itália.

Os 'tifosi', como são chamados os torcedores na Itália, chegam até a agredir os atletas do próprio clube. Em 17 de abril, os jogadores do Cagliari, na zona de rebaixamento, foram atacados por torcedores durante um treino. Além dos xingamentos, alguns jogadores foram ameaçados e ficaram chocados com o acontecimento, afirmou o técnico Zdenek Zeman.

A violência no futebol italiano também acontece na segunda divisão. Na noite anterior aos incidentes envolvendo o Cagliari, um grupo de torcedores organizados do Varese invadiu o estádio para vandalizar o local. Resultado: bancos quebrados, gramado estragado e insultos como "mercenários" pichados nas paredes.

As faixas com insultos das torcidas organizadas fazem parte do folclore do futebol italiano e costumam ser relevadas pelo público, mas a Federação Italiana (FIGC) vem lutando contra esse costume com fechamento de setores das arquibancadas quando as mensagens abusam do mau gosto.

Em 4 de abril, uma faixa com a frase: "Que coisa triste, ganhar dinheiro explorando a morte com livros e entrevistas" pôde ser vista na torcida da Roma, numa clara alusão à Antonella Leardi, mãe de Ciro Esposito, torcedor do Napoli morto a tiros por um torcedor romano. A sociedade italiana não achou graça...

Diante desses incidentes, que vêm se repetindo há anos, dirigentes e torcedores trocam farpas e pedem um modelo de punição no estilo inglês. "No dia apos os acontecimentos, como dita a tradição, todos lamentam", ironizou na terça-feira o diário esportivo Gazzetta Dello Sport.

"Nós não podemos fazer tudo, os clubes também devem fazer sua parte", disse o ministro do Interior, Angelino Alfano.

"Querido Alfano, o que você pretende fazer? Esperar? Não é preciso muito tempo para organizar algo que até uma criança de 8 anos poderia fazer", acusou o presidente do Napoli, Aurelio De Laurentiis.

Mais diplomático, o presidente da Liga Italiana (Lega), Maurizio Beretta, pede pela diminuição da "responsabilidade objetiva" dos clubes na violência de seus torcedores, ou seja, acabar com o fechamento de setores das arquibancadas após incidentes. Os clubes preferem "individualizar os responsáveis e puni-los severamente", explicou.

"Temos que fazer nossa parte, mas o Estado também", resumiu o presidente da FIGC, Carlo Tavecchio.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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