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França prende suspeitos de fraude em partido de Sarkozy

Sarkozy é franco favorito para vencer a disputa pela presidência do partido, cuja convenção está marcada para 29 de novembro

29 set 2014 - 10h56
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Apoiador segura cartaz a favor da candidatura de Nicolas Sarkozy à presidência  do partido UMP, em Lambersart, norte da França. 25/09/2014.
Apoiador segura cartaz a favor da candidatura de Nicolas Sarkozy à presidência do partido UMP, em Lambersart, norte da França. 25/09/2014.
Foto: Pascal Rossignol / Reuters

Quatro pessoas foram detidas nesta segunda-feira como parte de uma investigação sobre fraude em uma empresa de eventos contratada pelo partido conservador francês UMP durante a campanha eleitoral de Nicolas Sarkozy à Presidência em 2012, disseram fontes judiciais e da polícia.

Sarkozy tem alegado que não tinha conhecimento sobre nenhuma contravenção, mas alguns membros da UMP temem que esse e outro processo legal no qual o ex-presidente está envolvido possam vir a inviabilizar sua candidatura a presidente pelo partido na eleição de 2017.

A investigação se debruça sobre denúncias de que a empresa Bygmalion teria recebido ordens de representantes do partido para produzir recibos falsos com cifras que chegariam a milhões de euros, usados para cobrir estouros de orçamento na campanha. A lei francesa limita o quanto os candidatos podem gastar em campanha.

Um ex-diretor-executivo da campanha de Sarkozy, Jérôme Lavrilleux, disse em junho que quatro membros do UMP, além dele mesmo e não incluindo Sarkozy, concordaram em usar contabilidade falsa para cobrir gastos de campanha que ultrapassaram os limites legais.

O site de jornalismo investigativo Mediapart tem noticiado que os recibos falsos somariam 17 milhões de euros (23 milhões de dólares), número superior aos 11 milhões de euros reconhecidos pela Bygmalion.

Sarkozy é franco favorito para vencer a disputa pela presidência do partido, cuja convenção está marcada para 29 de novembro. Mas possui uma grande rejeição entre os eleitores mais à esquerda e pesquisas têm mostrado que a maior parte dos franceses não quer ele como presidente do país novamente.

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