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França: Macron defende reforma para ampliar serviço militar voluntário e descarta envio de jovens à Ucrânia

Em meio a um cenário de crescente instabilidade na Europa, o presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou, nesta terça-feira (25), que o Serviço Nacional Universal (SNU), destinado a despertar o interesse dos jovens de 15 a 17 anos pelo serviço militar, será reformulado. Embora ainda não tenha detalhado os novos rumos, ele destacou que a mudança visa fortalecer a coesão nacional diante das ameaças globais, em especial a guerra híbrida conduzida pela Rússia contra a União Europeia.

25 nov 2025 - 12h54
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Em uma entrevista à rádio RTL, Macron afirmou que o objetivo é "reforçar o pacto entre o exército e a nação", aproximando os jovens das Forças Armadas francesas e incentivando sua participação na reserva cidadã.

Seis em cada dez cidadãos da França afirmam ser favoráveis ao retorno do serviço militar obrigatório. Imagem ilustrativa
Seis em cada dez cidadãos da França afirmam ser favoráveis ao retorno do serviço militar obrigatório. Imagem ilustrativa
Foto: AFP - ALEXANDER KLEIN / RFI

A França aboliu o alistamento militar obrigatório em 1997, durante o governo de Jacques Chirac, e desde então conta com programas como o Serviço Militar Adaptado (SMA) e o Serviço Militar Voluntário (SMV), voltados para a formação e inserção profissional. O SNU, criado em 2019, tem caráter civil e inclui um programa de cursos de sensibilização militar, atividades em serviços públicos e reforço da cidadania. No entanto, o programa nunca conseguiu se consolidar como uma iniciativa de grande relevância entre os jovens franceses.

'Guerra de alta intensidade até 2030'

A reforma do SNU ocorre em meio à polêmica gerada pelas declarações do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Fabien Mandon, que alertou sobre o risco de um conflito de alta intensidade na Europa até 2030. Mandon sugeriu que a França deveria estar preparada para "aceitar perder seus filhos" em caso de guerra. As palavras do general provocaram críticas de líderes da oposição, que o acusaram de adotar um discurso "belicista". Macron, no entanto, saiu em defesa do militar, afirmando que suas declarações foram "distorcidas" e reafirmando sua "total confiança" no subordinado.

O general Mandon, por sua vez, explicou que sua intenção era "alertar e preparar" o país para um cenário em que as ameaças russas se intensificam rapidamente. Ele ressaltou que a análise sobre a escalada da violência na Europa é compartilhada por todos os aliados do continente e que o documento estratégico francês "Revue nationale stratégique de 2025" prevê a possibilidade de um conflito militar de alta intensidade entre 2027 e 2030.

Mandon também afirmou que as Forças Armadas francesas estão "prontas", compostas por jovens de 18 a 30 anos que sabem que "engajamento implica riscos". Para amenizar a tensão, a porta-voz do governo, Maud Bregeon, garantiu que "nossos filhos não irão combater e morrer na Ucrânia".

Atualmente, as Forças Armadas francesas contam com 200 mil militares na ativa e 47.000 reservistas. O objetivo é passar, respectivamente, para 210.000 soldados e 80.000 reservistas até 2030.

Serviço militar na Europa

Enquanto a França se prepara para dar uma nova forma ao SNU, o panorama europeu sobre o alistamento militar é bastante diverso. Países como Dinamarca, Finlândia e Noruega, próximos à Rússia, mantêm o serviço obrigatório, com durações e modalidades diferentes, incluindo a participação das mulheres.

Estônia, Grécia, Chipre, Áustria e Suíça também preservam formas de conscrição. Já Lituânia, Suécia, Letônia e Croácia restabeleceram o serviço militar nos últimos anos, motivados pelas crescentes tensões com a Rússia. Por outro lado, países como Bélgica, Holanda, Bulgária e Romênia optaram por sistemas de recrutamento voluntário, enquanto a Alemanha planeja recrutar 20 mil voluntários até 2026.

A decisão de Macron de dar uma nova direção ao SNU, aproximando-o de um alistamento voluntário, reflete o desejo do governo francês de adaptar o país a um contexto de segurança cada vez mais imprevisível. O objetivo é garantir que os jovens franceses estejam mais preparados para enfrentar as ameaças globais e mantenham um vínculo mais estreito com as Forças Armadas, em um momento em que a estabilidade na Europa está cada vez mais em risco.

Com agências

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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