França: há ex-militares entre jihadistas do país que lutam na Síria e Iraque
Após o ataque contra a revista satírica francesa "Charlie Hebdo", o ministro da Defesa, Jean-Yves Le Drian, confirmou nesta quarta-feira que 10 jihadistas franceses que fazem parte de grupos fundamentalistas na Síria e no Iraque são ex-militares.
"Os casos de antigos militares tentados pelo jihadismo são muito raros", mas "vamos reforçar a vigilância", disse Le Drian em entrevista coletiva oferecida pelo governo francês para explicar as medidas antiterroristas preparada pelo Executivo.
Previamente, a emissora "Radio France International" (RFI) tinha antecipado hoje que a maioria desses ex-uniformizados franceses combatem nas fileiras do Estado Islâmico (EI), milícia na qual um deles se dedicaria a formar outros franceses em técnicas de combate.
Alguns desses jovens, de 20 anos, são especialistas em explosivos que fizeram parte da Legião Estrangeira ou do corpo de paraquedistas, acrescentou "RFI".
Segundo a informação facilitada pelas autoridades francesas, cerca de 1,3 mil franceses estão vinculados aos grupos fundamentalistas que combatem na Síria e Iraque, como o Estado Islâmico (EI).
O dado representa mais do que o dobro com relação a 2014 e a eles se somam outras 400 ou 500 pessoas suplementares, vinculadas a redes fundamentalistas mais antigas ou em outros países, precisaram.
No total, a França acredita que necessita vigiar cerca de três mil pessoas, o que representa "um desafio terrível" tanto para Paris como para seus parceiros europeus, indicou o primeiro-ministro, Manuel Valls.