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Filho da princesa da Noruega é condenado por estupro e outras 34 acusações

Marius Borg Høiby, o filho da princesa herdeira da Noruega, foi condenado nesta segunda-feira (15) a quatro anos de prisão em regime fechado. A sentença do Tribunal de Oslo abrange dois estupros e 34 acusações que incluem violência contra sua ex-companheira, ameaças e agressões físicas, além de infração à lei norueguesa sobre o uso de drogas.

15 jun 2026 - 09h40
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Høiby, 29 anos, filho de um relacionamento anterior ao casamento de sua mãe, Mette-Marit, com o príncipe herdeiro Haakon, em 2001, era alvo de 40 acusações.

Ele estava em prisão preventiva desde o início de fevereiro, e não compareceu à leitura do veredicto, que acompanhou por videoconferência. Embora Høiby não faça formalmente parte da família real, o caso constrangeu a monarquia norueguesa e contribuiu para o enfraquecimento do apoio popular.

O Ministério Público havia pedido sete anos e sete meses de prisão. A defesa, por sua vez, solicitou a absolvição das acusações de estupro e pediu uma pena de um ano e meio de prisão por outros fatos que Høiby reconheceu. "É natural considerar recorrer das acusações graves pelas quais ele foi condenado e que não reconheceu", reagiu sua advogada, Ellen Holager Andenæs.

Já o promotor Sturla Henriksbø classificou a pena como "longa e severa, proporcional à gravidade das infrações". "Acho que este veredicto é uma vitória para o nosso sistema judicial, pois mostra que ninguém está acima da lei, independentemente de quem você é ou da família à qual pertence", disse.

Marius Borg Høiby e a princesa herdeira da Noruega, Mette-Marit, em Oslo, em 16 de junho de 2022.
Marius Borg Høiby e a princesa herdeira da Noruega, Mette-Marit, em Oslo, em 16 de junho de 2022.
Foto: RFI

Vida marcada por excessos

O julgamento, realizado entre 3 de fevereiro e 19 de março, expôs a vida de excessos do jovem, que ganhou notoriedade pública ainda aos três anos de idade, com o relacionamento entre Mette-Marit e Haakon.

"Sou conhecido como filho da minha mãe, não por outra coisa. Por isso, tive uma necessidade extremamente alta de reconhecimento ao longo da minha vida", declarou no segundo dia do julgamento. "Isso se traduziu em muito sexo, muitas drogas e muito álcool", acrescentou. Segundo a acusação, os estupros ocorreram entre 2018 e 2024, depois de festas regadas a álcool e drogas.

Em cada caso, relações sexuais inicialmente consentidas teriam sido seguidas por outros atos, estes ilegais, quando as jovens pareciam estar dormindo. Høiby denunciou a pressão da mídia, dizendo ter sido transformado em "um monstro" e alvo do "ódio de toda a Noruega".

Violência física e psicológica

O caso veio à tona em 4 de agosto de 2024, quando Høiby foi preso, suspeito de agredir sua companheira na noite anterior em um bairro nobre de Oslo. Outra mulher, a influenciadora Nora Haukland, afirmou depois ter sofrido violência física e psicológica, segundo a acusação. Durante o julgamento, Høiby reconheceu que o ciúme pode fazê-lo perder o controle.

Os investigadores encontraram vídeos documentando as agressões ao analisar seus telefones e computadores. O episódio soma-se a outros escândalos envolvendo a monarquia norueguesa, incluindo revelações recentes sobre uma correspondência frequente entre Mette-Marit e o criminoso sexual Jeffrey Epstein entre 2011 e 2014, período em que o financista americano já havia sido condenado por solicitação de prostituição de menor.

A princesa, de 52 anos, sofre de uma doença pulmonar incurável e teve uma piora significativa de saúde nos últimos meses, a ponto de os médicos a colocarem em lista de espera para um delicado transplante.

Com agências

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