'Regra no Brasil é não revidar': DJ australiano se filma em praia na França e é atacado com eletrochoque
Um vídeo que viralizou nas redes sociais mostra uma mulher agredindo um DJ australiano após reclamar que o artista tocava uma música em um horário cedo demais. O músico, que já morou no Brasil, disse que preferiu não reagir por temer que a agressora estivesse armada. Em poucas horas, o vídeo alcançou quase 20 milhões de visualizações no Instagram.
O DJ australiano conhecido como Phikey foi atacado enquanto se filmava tocando perto da praia de La Ciotat, no sul da França. Em seus perfis no Instagram e YouTube, ele costuma publicar vídeos em que se apresenta em diferentes lugares do mundo, tocando Afrohouse.
Na última gravação, feita pela manhã na enseada de Figuerolles, ele foi interrompido por uma mulher. Nas imagens, é possível vê-lo dizendo que havia desligado o equipamento após a jovem reclamar do volume alto da música. "Vou chamar a polícia agora", ameaçou ela, enquanto o DJ insistia que o som já estava desligado.
Depois de guardar seu equipamento, Phikey continuou seu vlog na enseada, mas a mulher voltou a procurá-lo e elevou o tom. "Quem você pensa que é para fazer isso tão cedo?", questionou, afirmando ter acionado a polícia. "Por que você ligou a música?", continuou, em inglês, antes de insultá-lo e jogar o conteúdo de sua xícara de café em seu rosto. A agressora ainda o agrediu fisicamente com um tapa, usou um taser (arma de choque) contra ele, e o perseguiu por dezenas de metros, atirando pedras.
Assustado, o DJ correu e se refugiou em seu carro. A cena foi registrada por ele, que usava um suporte para o celular. Em vídeo publicado no YouTube, Phikey detalhou o ocorrido.
A regra no Brasil é não revidar
"Por que eu não revidei e me defendi? Primeiro, fiquei muito assustado. Eu morei no Brasil. E a regra no Brasil é não revidar porque você não sabe se a pessoa tem uma faca, uma arma ou qualquer coisa", explicou o DJ, que já produziu vídeos no país, incluindo performances gravadas na Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro. "Agora sei que estou na França, mas é um pouco diferente (…) mas não sei do que ela é capaz", acrescentou.
"Estou aliviado por ter filmado tudo, porque ninguém acreditaria se eu não tivesse gravado", afirmou.
Publicado em 27 de março, o vídeo viralizou nas redes sociais. No sábado à noite, já acumulava quase 20 milhões de visualizações no Instagram em sua primeira publicação.
Mulher pediu para retirar o vídeo
"A mulher que aparece no vídeo está tentando suprimir essa evidência, solicitando a remoção por questões de privacidade no YouTube e Instagram. Além disso, está me enviando ameaças legais diretas por e-mail", explicou Phikey. "Eu borrei o rosto dela para cumprir as políticas das plataformas, mas vamos ser realistas: isso não é uma questão de 'privacidade'. Ela está tentando evitar as consequências de seus próprios atos e se fazer de vítima", argumentou. O vídeo ainda está disponível no YouTube, onde o rosto da mulher aparece desfocado.
Nas redes sociais, o DJ anunciou que registrou uma queixa antes de deixar a França. Segundo a imprensa francesa, a denúncia foi formalizada junto à Polícia de Fronteiras (PAF) do aeroporto de Roissy.
"Não vou deixar que isso atrapalhe minha viagem", concluiu o DJ, que seguiu para a Itália para gravar novos vídeos.