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Delegação ucraniana negocia plano de paz de Trump nos EUA; Macron receberá Zelensky em Paris

O presidente francês, Emmanuel Macron, receberá nesta segunda-feira (1º) o chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou o Palácio do Eliseu neste sábado (29). Uma delegação de negociadores ucranianos viajou aos Estados Unidos neste fim de semana para discutir o plano proposto pelo presidente Donald Trump para encerrar o conflito com a Rússia.

29 nov 2025 - 16h15
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Emmanuelle Chaze, correspondente da RFI em Kiev, com agências 

De acordo com comunicado da Presidência francesa, "os dois líderes vão discutir a situação e as condições para uma paz justa e duradoura, dando continuidade às conversas em Genebra sobre o plano americano e em coordenação com nossos parceiros europeus".

"Eles também farão um balanço dos avanços nas garantias de segurança à Ucrânia no âmbito da coalizão de voluntários", acrescenta o texto. Neste sábado, representantes do governo ucraniano viajaram aos Estados Unidos para discutir o plano americano de 28 pontos que visa encerrar o conflito na Ucrânia, iniciado em fevereiro de 2022.

A proposta americana inclui medidas polêmicas, como a cessão de territórios ucranianos à Rússia. "O secretário do Conselho Nacional de Segurança e Defesa da Ucrânia e o chefe da delegação ucraniana, Rustem Oumerov, já estão a caminho dos Estados Unidos com a equipe", declarou o presidente ucraniano em mensagem publicada no X.

Paralelamente, em meio a um escândalo de corrupção sobre um esquema de propina envolvendo o setor energético, o chefe do gabinete de Zelensky, Andriy Iermak, renunciou nesta sexta-feira (28) após buscas em sua residência. Iermak, 54, braço direito de Zelensky deveria liderar a delegação ucraniana nos diálogos previstos para este fim de semana nos Estados Unidos. 

Ataque a Kiev

Pelo menos três pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em novos ataques com drones russos contra Kiev e seus arredores, da noite de sexta (28) para sábado. Segundo autoridades do país, os russos lançaram cerca de 36 mísseis e quase 600 drones contra áreas civis.

A ofensiva atingiu principalmente instalações energéticas e residenciais. O chefe da administração militar local, Tymur Tkachenko, classificou o ataque, que atingiu nove locais diferentes em cinco bairros da capital, como "terrorista e cínico".

Os bombardeios russos, iniciados na noite de sexta e prolongados até a manhã de sábado, deixaram mais de 600 mil pessoas sem energia elétrica, segundo o Ministério da Energia da Ucrânia. "Após o ataque, mais de 500 mil usuários em Kiev, mais de 100 mil na região de Kiev e cerca de 8 mil na região de Kharkiv ficaram sem eletricidade nesta manhã", informou o ministério.

Vários edifícios residenciais — um de 25 andares e outro de 14 —, casas e automóveis também foram danificados, em maior ou menor grau, segundo o prefeito da cidade, Vitali Klitschko, e o chefe da administração militar de Kiev, Tymur Tkachenko.

A cidade de Brovary, nos arredores da capital, também foi alvo da ofensiva de drones e mísseis, deixando três pessoas feridas. A Rússia, por sua vez, sofreu um ataque com drones navais que danificou um grande terminal de petróleo na área do porto de Novorossisk, no sul do país.

"Após um ataque terrorista executado por embarcações não tripuladas o local sofreu danos consideráveis", afirmou em comunicado o Consórcio do Oleoduto do Cáspio (CPC), que administra quase 1% do fornecimento mundial de petróleo.

 

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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