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Bélgica: greve nacional de três dias contra reformas e aumento de impostos promete parar país

Começou nesta segunda-feira (24) na Bélgica uma greve nacional de três dias, organizada pelos principais sindicatos do país. A mobilização promete paralisar transportes, serviços públicos e outros setores da economia, em protesto contra as reformas da previdência e o aumento de impostos propostos pelo governo.

24 nov 2025 - 08h00
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Artur Capuani, correspondente da RFI em Bruxelas

Esta fotografia mostra alguns passageiros no Aeroporto de Bruxelas durante uma greve nacional, em Zaventem, em 14 de outubro de 2025, quando todos os voos de partida foram cancelados como parte de um dia nacional de ação para protestar contra a austeridade do governo federal do Arizona.
Esta fotografia mostra alguns passageiros no Aeroporto de Bruxelas durante uma greve nacional, em Zaventem, em 14 de outubro de 2025, quando todos os voos de partida foram cancelados como parte de um dia nacional de ação para protestar contra a austeridade do governo federal do Arizona.
Foto: AFP - MARIUS BURGELMAN / RFI

O primeiro-ministro Bart De Wever, que assumiu o cargo em fevereiro, planeja mudanças na previdência social, com cortes para quem se aposenta antecipadamente, além do aumento do IVA (imposto sobre consumo de bens e mercadorias), atualmente fixado em 21%. Durante a madrugada, o governo belga chegou a um acordo sobre um plano plurianual de economia orçamentária, que prevê novas fontes de receita, principalmente por meio da elevação de impostos sobre movimentações no mercado financeiro e do aumento do IVA sobre determinados produtos.

A Bélgica já é conhecida por suas altas cargas tributárias, e as medidas de austeridade vêm provocando manifestações recorrentes contra o governo de centro-direita. Em junho, o parlamento aprovou limites para o tempo de recebimento do seguro-desemprego, mudança considerada emblemática em um país que historicamente não impunha restrições à duração do benefício.

Os sindicatos denunciam o que chamam de "desmonte social", com perda de direitos trabalhistas, e reivindicam, entre outras medidas, a criação de impostos sobre grandes fortunas e empresas de tecnologia.

Primeiros impactos

Já no primeiro dia, a greve provocou fortes transtornos no transporte público. Em Bruxelas, metrôs, ônibus e bondes operam de forma limitada, com várias linhas suspensas. Situação semelhante ocorre em outras regiões do país.

Os trens intermunicipais reduziram serviços desde a noite de domingo, enquanto os internacionais operam parcialmente, com cancelamentos e ajustes de horários.

Na terça-feira (25), a paralisação se estende aos serviços públicos e ao setor da educação, com professores aderindo em protesto contra as medidas de austeridade. A mobilização deve continuar também na quarta-feira (26), quando está prevista a greve geral, abrangendo todos os setores.

Para esse dia, todos os voos com partida do Aeroporto de Bruxelas foram cancelados, e as chegadas também podem ser afetadas, causando impactos significativos na mobilidade e no transporte aéreo.

Segundo a Federação das Empresas da Valônia, região sul da Bélgica, a greve deve gerar perdas de cerca de € 300 milhões ao longo dos três dias. A entidade alerta que a repetição de greves sucessivas pode abalar a confiança de investidores estrangeiros, aumentando a preocupação com a estabilidade econômica do país.

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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