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Alemanha recebe mais de 200 mil pedidos de asilo em 2014

Número é quase 60% maior do que o registrado em 2013

14 jan 2015
16h56
atualizado às 18h22
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A Alemanha recebeu 202.834 pedidos de asilo em 2014, 59,7% a mais do que no ano anterior e o número mais alto desde a guerra dos Bálcãs, na década de 90, mostraram os dados divulgados nesta quarta-feira pelo Ministério do Interior.

Uma em cada cinco solicitações (41.100) é feita por cidadãos de origem síria que chegaram à Alemanha fugindo da guerra civil em seu país. Depois dos sírios estão cidadãos de Sérvia, Eritréia e Afeganistão.

Desse total, 173.072 são primeiras solicitações e 29.762 correspondem a pedidos de estrangeiros que já haviam solicitado asilo ao governo alemão anteriormente.

As autoridades analisaram 128.911 casos em 2014, dos quais 31,5% receberam proteção como asilados ou refugiados - cerca de 40.500 pessoas. Trata-se de uma porcentagem pequena, porém maior do que a de 2013, quando foram aceitas apenas 24,9% das solicitações tramitadas.

A crescente chegada de pedidos de asilo ao país está gerando problemas em alguns estados e em determinadas cidades do país, que não possuem recursos e instalações para receber todos.

Na terça-feira, 13, as autoridades da cidade de Schwerte, no oeste da Alemanha, divulgaram sua intenção de habilitar um antigo anexo do campo de concentração nazista de Buchenwald para alojar até 21 refugiados, um projeto polêmico que suscitou muitas críticas.

Segundo o secretário de assuntos sociais de Dresden, Martin Seidel, o proprietário de um hotel retirou a proposta de alugar seu imóvel para a prefeitura da cidade - para habilitá-lo como abrigo para 94 asilados - por causa da franca oposição da população vizinha ao estabelecimento e pelo fato de as paredes do edifício terem sido pintadas com mensagens contra os refugiados.

Em Dresden, todas as segundas-feiras acontecem protestos com pichações xenófobas do movimento Pegida (Patriotas Europeus contra a Islamização do Ocidente). Eles reivindicam, apoiados por milhares de seguidores, o impedimento da entrada de imigrantes e o endurecimento das leis de asilo.

EFE   
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