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EUA e Ucrânia revelam esboço de paz revisado para acabar conflito com Rússia

Na madrugada de domingo para segunda-feira (24), os Estados Unidos e a Ucrânia divulgaram uma declaração conjunta afirmando que um futuro acordo de paz para encerrar o conflito com a Rússia "deverá respeitar plenamente a soberania" de Kiev. A declaração foi emitida após "conversas construtivas" em Genebra, que reuniram delegações americanas, ucranianas e europeias.

24 nov 2025 - 06h24
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A Casa Branca elogiou as discussões na Suíça, que contaram com a presença do secretário de Estado Marco Rubio, destacando que o encontro representou "um passo importante" rumo a um acordo de paz. O governo americano enfatizou que as conversas foram "construtivas, focadas no objetivo e respeitosas", reforçando o compromisso mútuo em buscar uma paz justa e duradoura.

Marco Rubio, principal diplomata dos EUA, mostrou-se "muito otimista" quanto à possibilidade de concluir um acordo "em breve". As discussões se basearam no projeto de um plano de 28 pontos elaborado pelo presidente Donald Trump, com o objetivo de pôr fim ao conflito iniciado pela invasão russa em 24 de fevereiro de 2022.

Ao final das negociações, os Estados Unidos e a Ucrânia divulgaram uma "nova versão" de um possível acordo de paz, mais detalhada e aprimorada. Segundo Washington, tratava-se de um "esboço atualizado e melhorado" para a resolução do conflito.

Andriy Yermak, principal negociador ucraniano e braço direito de Volodymyr Zelensky, relatou "um progresso muito bom". Zelensky, por sua vez, afirmou que a nova versão do plano americano já reflete "a maioria das prioridades" de Kiev.

Rubio também celebrou o "grande progresso" feito nas negociações, assegurando que "os pontos pendentes não são insuperáveis". Ele acrescentou que o cronograma poderia ser ajustado, caso fosse necessário "mais tempo" para alcançar consenso.

Pressão e exigências russas

Trump havia estabelecido o dia 27 de novembro como prazo para que Zelensky respondesse ao plano, embora tenha deixado claro que não se tratava de uma "última oferta" definitiva.

A versão inicial do plano foi recebida com entusiasmo pelo presidente russo, Vladimir Putin, mas gerou oposição em Kiev e entre seus aliados europeus — incluindo líderes de Paris, Londres, Berlim e Roma —, que viajaram a Genebra para evitar o que poderia ser interpretado como uma "paz que beirava a capitulação" da Ucrânia.

O texto original incluía várias exigências consideradas cruciais para Moscou: que a Ucrânia cedesse parte de seu território, reduzisse o tamanho de suas forças armadas e abandonasse a ideia de ingressar na OTAN.

Simultaneamente, o plano previa o fim do isolamento da Rússia em relação ao Ocidente, com sua reintegração ao G8 e a remoção gradual das sanções adotadas contra o país. Rubio reiterou que a Rússia terá "voz no processo".

Apesar das críticas iniciais, Zelensky expressou "agradecimento pessoal" a Trump. Na véspera, o presidente americano havia acusado Kiev de "ingratidão" por não reconhecer os esforços dos EUA para chegar a um acordo de paz.

Diplomacia intensa

Os países europeus têm se empenhado em participar ativamente das negociações. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, sublinhou que o bloco deve ter um "papel central" em qualquer plano de paz para a Ucrânia, insistindo que esse papel seja "plenamente reconhecido". O chanceler alemão, Friedrich Merz, por sua vez, demonstrou ceticismo quanto à possibilidade de conclusão de um acordo até o dia 27 de novembro.

Em Genebra, as delegações mantiveram uma série de reuniões, incluindo uma longa bilateral entre Washington e Kiev. Está prevista uma reunião de líderes da União Europeia sobre a Ucrânia nesta segunda-feira, além de uma videoconferência com países que apoiam Kiev marcada para terça-feira.

Trump e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, concordaram, em uma conversa telefônica, sobre a importância de "trabalharem juntos neste momento crucial" para o futuro da Ucrânia.

Enquanto a diplomacia avança, a situação no campo de batalha continua a causar mortes. Um ataque com drones russos em Kharkiv, na Ucrânia, deixou pelo menos quatro mortos e 17 feridos na última madrugada.

Com AFP

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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