Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

EUA confundiram escola com base militar em ataque ao Irã, diz jornal

O The New York Times teve acesso a detalhes de uma investigação militar norte-americana sobre o caso que deixou mais de 150 mortos

11 mar 2026 - 17h39
(atualizado às 17h55)
Compartilhar
Escola atingida em meio a bombardeios de Israel e EUA contra Irã
Escola atingida em meio a bombardeios de Israel e EUA contra Irã
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Autoridades norte-americanas investigam o ataque a uma escola no Irã que deixou mais de 150 mortos e, segundo informações do inquérito preliminar obtidas pelo The New York Times, os Estados Unidos são os responsáveis pelo bombardeio. Eles teriam confundido a instituição com uma base militar. “Erro de mira dos militares dos EUA”, descreve o jornal, ao compartilhar o parecer nesta quarta-feira, 11.

Segundo a publicação, o que aconteceu foi que os Estados Unidos utilizaram dados desatualizados fornecidos pela Agência de Inteligência de Defesa na hora do ataque. O caso segue sendo apurado.

“Como o The New York Times reconhece em sua própria reportagem, a investigação ainda está em andamento”, disse Karoline Leavitt, secretária de imprensa da Casa Branca, ao veículo em resposta à situação.

Autoridades iranianas apontam que 175 pessoas morreram no ataque, sendo a maioria crianças. A escola ficava na cidade de Minab, no mesmo quarteirão onde ficava a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, tido como um dos principais alvos dos ataques militares dos EUA.

Mídia estatal do Irã mostra sepultamento das estudantes mortas em escola atingida em ataque:

O ataque tem sido condenado pelo mundo – como foi pela Unesco, agência da Organização das Nações Unidas (ONU), e pela ativista da educação vencedora do Prêmio Nobel da Paz, Malala Yousafzai. O episódio é considerado um dos mais letais do conflito envolvendo Teerã até agora, com civis entre os alvos. 

Os Estados Unidos desconversam. Dias após o ocorrido, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, assegurou que as forças americanas "não atacariam deliberadamente uma escola" e disse que Washington iria investigar o caso. Já Donald Trump chegou a culpar o próprio Irã pelo ataque.

A tensão escalona no Oriente Médio desde o último dia 28, quando os Estados Unidos bombardeou o Irã em ataque coordenado com Israel e matou o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. Motivados pelo “direito e dever legítimo” da vingança, o Irã contra-atacou, e o conflito segue.

Caso vira símbolo

A foto de uma das vítimas do ataque a uma escola no Irã viralizou nas redes sociais nesta semana: o registro, feito momentos antes do bombardeiro, mostra o menino Mikaeil Mirdoraghi acenando para mãe antes de ir para a aula. Segundo a mídia local, ele morreu no primeiro dia do conflito, em 28 de fevereiro

Segundo a mãe, o menino Mikaeil Mirdoraghi pediu que a foto fosse tirada antes dele ir à escola; ele é apontado como uma das vítimas do bombardeio a uma escola em Minab, no sul do Irã, em 28 de fevereiro
Segundo a mãe, o menino Mikaeil Mirdoraghi pediu que a foto fosse tirada antes dele ir à escola; ele é apontado como uma das vítimas do bombardeio a uma escola em Minab, no sul do Irã, em 28 de fevereiro
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Em entrevista à mídia estatal na terça-feira, 10, a mãe de Mikaeil afirmou que o filho pediu para que a foto fosse tirada antes de ele sair de casa. Ela também falou sobre os últimos momentos com o filho na noite anterior. 

"Ele disse: 'Mãe, a comida que você fez tem o sabor do paraíso'. Eu questionei: 'Meu filho, por que está dizendo isso? Você nunca falou nada assim'", relatou a mãe. Ela contou, ainda, que o menino brincou de guerra com o irmão antes de dormir.  

"Por volta de meia-noite, ele colocou os travesseiros ao redor de si, se sentou com o irmão e disse: 'Vamos brincar. Eu sou o Irã e você é a América. Vamos brincar com armas e tanques'. Então eles começaram a se divertir juntos e disse: 'Viu só? O Irã venceu", complementou a mãe. 

O nome de Mikaeil surgiu em listas das vítimas do ataque à escola divulgadas pela imprensa iraniana. No dia 3 de fevereiro, o país promoveu uma cerimônia fúnebre coletiva para as vítimas do bombardeio em Minab, a maioria de alunos e funcionários. Desde então, a foto da despedida do menino viralizou como símbolo do conflito.

*Com informações de Ansa 

Israel realiza nova onda de ataques contra redutos do Hezbollah em Beirute:
Fonte: Portal Terra
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra