Meloni condena massacre em escola no Irã, mas evita apontar culpados
'É preciso que a responsabilidade por essa tragédia seja apurada', disse
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, condenou nesta quarta-feira (11) o ataque com mísseis que atingiu uma escola no sul do Irã no primeiro dia da guerra no Oriente Médio, porém evitou apontar culpados pelo massacre.
Em audiência no Senado italiano, a líder de direita expressou "firme condenação do massacre de meninas em um colégio de Minab", em 28 de fevereiro, e ofereceu solidariedade às famílias das "jovens vítimas".
O ataque destruiu uma escola primária feminina na província de Hormozgan, matando entre 165 e 180 pessoas, a maioria crianças, segundo a imprensa iraniana.
"É preciso que a responsabilidade por essa tragédia seja apurada", declarou Meloni, enfatizando que "a incolumidade de civis e crianças deve ser preservada".
As falas da premiê sobre o massacre de Minab foram o único momento de seu discurso de 45 minutos que recebeu aplausos tanto da base governista quanto das bancadas de oposição.
O Irã acusa EUA e Israel de serem responsáveis pelo ataque à escola. Já o presidente americano, Donald Trump, culpou Teerã, enquanto Tel Aviv negou qualquer envolvimento.
Múltiplas reportagens publicadas pela imprensa internacional apontam que o colégio teria sido atingido por um míssil Tomahawk, que integra o arsenal das Forças Armadas americanas, durante um bombardeio a instalações da Guarda Revolucionária nos arredores.