Trump afirma que considera 'tomada amigável' de Cuba
EUA e Cuba vivem momento mais tenso das últimas décadas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na sexta-feira, 27, que considera uma "tomada amigável" de Cuba. Os EUA têm intensificado as tensões diplomáticas com Havana após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.
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Ao sair da Casa Branca para um evento de campanha no Texas, Trump disse: "O governo cubano está conversando conosco. Eles estão em grandes dificuldades". Em seguida, completou: "Eles não têm dinheiro, não têm nada neste momento. Mas estão conversando conosco e talvez façamos uma tomada amigável de Cuba".
As falas acontecem em um dos momentos mais delicados da relação entre os dois países nas últimas décadas. O governo americano aumentou a pressão sobre Cuba depois da captura de Maduro, aliado político de Havana.
Antes da ação em Caracas, autoridades dos EUA teriam negociado com a então vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, que assumiu interinamente o comando do país. Ela prometeu abrir as reservas de petróleo venezuelanas para empresas estrangeiras. A pressão de Washington também levou à saída do procurador-geral Tarek William Saab e fez com que a Venezuela interrompesse o envio de petróleo para Cuba.
Além disso, os Estados Unidos impuseram um bloqueio ao petróleo destinado à ilha, o que agravou a crise econômica cubana.
Trump ainda afirmou: "Ouço falar de Cuba desde que eu era um garotinho, mas eles estão em grandes apuros". Ele também mencionou a comunidade de cubanos que vive nos Estados Unidos e disse que uma eventual mudança na ilha poderia ser "algo bom, muito positivo" para essas pessoas. "Temos pessoas vivendo aqui que querem voltar para Cuba, e elas estão muito felizes com o que está acontecendo", declarou.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, já afirmou anteriormente que aceita dialogar, mas com condições. Segundo ele, qualquer conversa precisa acontecer "a partir de uma posição de igualdade, com respeito à nossa soberania, nossa independência e nossa autodeterminação".