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Trump diz sobre o Irã: Às vezes é preciso usar a força

27 fev 2026 - 14h47
(atualizado às 16h19)
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O ‌presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta sexta-feira que não está satisfeito com o Irã e que deseja chegar a um acordo com Teerã, mas alertou que "às vezes é necessário" usar a força militar.

Trump, falando com repórteres ao deixar ⁠a Casa Branca para uma viagem ao Texas, disse que ‌o Irã ainda não está disposto a renunciar às armas nucleares, conforme exigido pelos Estados Unidos.

Ele falou um ‌dia após as negociações entre os ‌enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner e autoridades ⁠iranianas em Genebra terem terminado sem acordo. Uma presença militar norte-americana maciça está na região aguardando ordens de Trump.

Questionado sobre a possibilidade de uso da força, Trump disse que os Estados Unidos têm as maiores Forças Armadas do mundo.

"Eu ‌adoraria não usá-la, mas às vezes é necessário", disse ele.

Trump ‌disse que mais discussões ⁠sobre o ⁠Irã aconteceriam ainda nesta sexta-feira. Ele não especificou com quem, mas autoridades ⁠da Defesa dos EUA ‌estiveram na Casa Branca ‌na quinta-feira para conversas.

"Não queremos armas nucleares no Irã, e eles não estão dizendo essas palavras de ouro", disse Trump.

O presidente planejava eventos em Corpus Christi, Texas, ⁠mais tarde nesta sexta-feira, e depois voaria para Palm Beach, Flórida, para passar o fim de semana em seu clube Mar-a-Lago.

Omã, que tem atuado como mediador entre os EUA e o Irã, enviou ‌seu ministro das Relações Exteriores a Washington nesta sexta-feira para discutir a questão com o vice-presidente dos EUA, JD ⁠Vance, de acordo com uma fonte familiarizada com o assunto.

Uma fonte informada sobre as deliberações internas da Casa Branca disse à Reuters que Trump, que lançou um ataque aéreo contra instalações nucleares iranianas em junho passado, está "muito ciente de todas as opções que tem pela frente".

Há um reconhecimento interno de que enfrentar o Irã seria mais difícil do que a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro pelos EUA, e também havia pessimismo interno quanto à possibilidade de as negociações darem frutos, disse a fonte.

"Ninguém está superotimista em relação às negociações", disse a fonte.

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