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Estados Unidos

Prostituta do escândalo com agentes dos EUA quer mudar de vida

6 jun 2012 - 15h21
(atualizado às 15h57)
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A colombiana Dania Londoño, protagonista de um escândalo sexual que envolve vários agentes do Serviço Secreto dos Estados Unidos, está disposta a dedicar uma parte do dinheiro que está ganhando com a história para criar uma fundação de ajuda a mulheres que queiram deixar a prostituição.

A prostituta Dania Londoño concede entrevista à rádio Caracol
A prostituta Dania Londoño concede entrevista à rádio Caracol
Foto: AFP

Uma fonte do escritório de advocacia de Dania confirmou que a colombiana assinou contratos com uma produtora de televisão para a realização de uma série sobre sua vida, com uma revista para adultos e com uma editora internacional.

Parte dos lucros do projeto será dedicada a uma fundação que terá sede em Bogotá e vai oferecer capacitação e oportunidades de trabalho para mulheres que querem sair da prostituição. Além disso, as pessoas atendidas receberão assessoria psicológica e médica. "Será um processo completo", disse a fonte.

A mesma pessoa ainda ressaltou que Dania rejeitou uma oferta de US$ 500 mil da empresa americana Vivei Entertainment para participar de um filme pornográfico, pois teria iniciado uma "nova vida".

A colombiana exercia a prostituição em Cartagena quando em abril protagonizou um escândalo internacional ao apresentar uma denúncia contra um agente do serviço secreto dos EUA, que se encontrava na cidade por causa da visita do presidente Barack Obama na Cúpula das Américas.

Segundo a colombiana, o agente tinha contratado seus serviços e a levou ao hotel em que estava hospedado, mas na manhã seguinte não quis pagar a quantia acertada.

O escândalo também envolveu outros agentes americanos e, inclusive, chegou ao Congresso dos Estados Unidos, que investiga a ocorrência e verifica se houve risco para a segurança do presidente.

O escritório de advogados de Dania entrou em contato com os responsáveis da investigação pelo escândalo do Serviço Secreto e com o senador americano Kevin Gundersen, da comissão que comanda o caso, confirmou a fonte à Efe. "Até agora o congressista entrou em contato conosco, mas Dania ainda não foi citada em nenhuma declaração. Foi um contato para estabelecer comunicação com ela", explicou a fonte.

Em 23 de maio, o diretor do Serviço Secreto de EUA, Mark Sullivan, disse diante do Congresso que o comportamento dos agentes envolvidos "não é habitual" e não segue "o alto nível ético" exigido aos membros desse departamento.

Em relação ao perigo da situação em Cartagena, Sullivan garantiu assegurou que, após entrevistar todas as prostitutas, se certificou que elas não pertencem a nenhum grupo terrorista como as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) ou serviços secretos de outro país.

Nove dos agentes investigados foram afastados do serviço, além disso, as autoridades estão investigando três empregados da Agência Americana Antidroga (DEA).

EFE   
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