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Presidente da BP pede "profundas desculpas" por vazamento

17 jun 2010
11h33
atualizado às 15h18
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O presidente da BP, Tony Hayward, pediu profundas desculpas pelo vazamento de óleo no Golfo do México e disse que não descansará enquanto o problema não for resolvido. Hayward falou a legisladores americanos nesta quinta durante sua audiência ante o Congresso dos Estados Unidos, prometendo tirar uma lição desse "terrível evento".

O presidente da BP, Tony Hayward, é questionado sobre vazamento por congressistas, em Washington
O presidente da BP, Tony Hayward, é questionado sobre vazamento por congressistas, em Washington
Foto: AP

Hayward enfrenta seu primeiro interrogatório público por parte do Congresso para prestar contas sobre a pior catástrofe ambiental da história do país. Logo no começo da audiência, o congressista Henry Waxman, chefe de uma comissão sobre o assunto no Congresso americano, chegou a elogiar o comprometimento da empresa, mas questionou a promessa feita para garantir as seguranças das operações da BP.

"Nós não encontramos nenhuma evidência de que você tenha prestando atenção aos riscos que a BP estava correndo", disse Waxman. O congressista disse ainda que, analisando documentos da companhia, lhe pareceu que Hayward e seus principais assessores ignoraram os sinais de perigo antes da explosão.

"Nós revisamos 30 mil páginas de documentos da BP, incluindo seus e-mails. Não há um único e-mail ou documento que mostre que vocês prestaram a menor atenção aos riscos desse poço", disse Waxman, referindo-se ao acidente com a plataforma operada pela BP, que ocorreu no final de abril e causou o vazamento. "A complacência corporativa da BP é espantosa", acrescentou.

Antes de iniciar seu testemunho, o presidente da BP ouviu críticas dos congressitas por cerca de uma hora. Ele chegou a pedir "sua vida de volta", se referindo à transformação que ela sofreu desde o início no vazamento, em 20 de abril.

No entanto, Hayward ouviu também um pedido de desculpas do republicano Joe Barton, do Texas, pela pressão exercida sobre a companhia para que criasse um fundo de US$ 20 bilhões. O democrata Ed Markey discordou do colega. Para ele, a "pressão" para a criação de um fundo para a recuperação da área atingida pelo vazamento é uma maneira de o governo proteger os cidadãos mais vulneráveis.

Fundo
Ontem o presidente Obama se reuniu com executivos da BP pouco depois de seu assessor anunciar que o governo usaria todos os recursos disponíveis para que a petroleira assumisse o custo das operações de limpeza. Logo depois do encontro, a empresa informou ter concordado em criar um fundo de US$ 20 bilhões (R$ 36 bi) de indenização para as vítimas do vazamento.

Com informações da AP e do The Times

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Fonte: Redação Terra
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