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Estados Unidos

Orca que matou treinadora deve permanecer se apresentando

25 fev 2010 - 16h09
(atualizado às 19h03)
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O parque temático SeaWorld afirmou nesta quinta-feira que a baleia Tilikum deve continuar participando de shows e apresentações em Orlando. Entretanto, o parque deverá adotar novas medidas com relação ao animal. Chuck Tompkins, encarregado dos treinamentos em todos os parques SeaWorld afirmou que os treinadores irão rever os procedimentos de segurança e mudá-los, se necessário. Entretanto, os shows da baleia assassina não deverão mudar.

Orca mata treinadora no parque SeaWorld:

Em seu blog, o parque afirmou que a partir de agora, os procedimentos para lidar com a baleia deverão mudar. "Nós ainda estamos revendo este incidente e iremos avaliar a situação, para tomar uma decisão neste sentido". De acordo com a rede ABC, a SeaWorld afirmou também que não tem planos de sacrificar a baleia.

Na quarta-feira, uma treinadora do parque SeaWorld em Orlando morreu depois de ser atacada pela orca Tilikum, em frente à plateia. John Mulhall, porta-voz da equipe de resgate, afirmou que paramédicos foram chamados para o estádio Shamu, no parque temático, onde encontraram a funcionária Dawn Brancheau já sem vida.

O instituto médico do Condado de Orange afirmou que Dawn provavelmente morreu por traumatismo múltiplos e afogamento. Segundo autoridades policiais de Orange, a treinadora morreu após a baleia a puxar para dentro d'água.

Jim Solomons, porta-voz da Delegacia do condado Orange, no centro da Flórida, disse que todas as provas colhidas e as declarações de testemunhas indicam ter se tratado de um "trágico acidente".

De acordo com xerife, os treinadores tentaram ajudar, mas não conseguiram entrar na água porque Tilikum estava muito agressiva. Eles tiveram que levar a orca para uma piscina menor e levantá-la para fora da água em uma plataforma antes que pudesse libertá-la.

Chuck Tompkins afirmou que a baleia estava deitada na frente da treinadora quando a trança de Dawn balançou. Neste momento, Tilikum aparentemente pegou a trança. "Nós gostamos de pensar que sabemos 99,9% do tempo o que um animal está fazendo", disse ele à Associated Press nesta quinta-feira. "Mas este é um desses momentos que nós simplesmente não sabemos.".

Tilikum já esteve envolvida em outros acidentes

Eldon Skaggs, que estava na plateia no momento do acidente, afirmou que a interação entre a treinadora e a baleia pareceu, em um primeiro momento,informal. Mas então, a baleia "puxou-a para baixo e começou a nadar por aí com ela".

Por causa do tamanho e das mortes anteriores, os treinadores não poderiam entrar na água com Tilikum e apenas 12, dos cerca de 29 instrutores do parque podiam trabalhar com a orca. Dawn era a instrutura que tinha mais experiência em trabalhar com a baleia de 30 anos de idade do que a maioria.

Um porta-voz disse SeaWorld disse que Tilikum foi uma das três orcas responsabilizadas pelo assassinato de um treinador em 1991 depois que a mulher perdeu o equilíbrio e caiu na piscina em Sealand do Pacífico, perto de Victoria.

Steve Huxter, chefe de cuidados com animais de Sealand e do departamento de treinamento, afirmou, momentos após o incidente, que ficou surpreso por ter ocorrido uma nova morte. Ele afirmou que Tilikum sempre foi um bem-comportado, animal equilibrado.

Treinadora adora baleias

Diane Gross, irmã mais velha de Dawnm afirmou que a treinadora não gostaria que qualquer coisa fosse feita para a baleia. "Ela adorava as baleias, como seus filhos. Ela amava todas elas", disse. "Todos eles tinham personalidades, dias bons e dias ruins".

Dawnm era a caçula de seis filhos que cresceram perto de Cedar Lake, Indiana. Sua paixão para a vida marinha começou ao nove anos de idade, em uma viagem de família para o SeaWorld.

De acordo com o perfil da treinadora no Orlando Sentinel, em 2006 ela foi uma das treinadoras de liderança da SeaWorld Orlando. Ela também abordou os perigos do trabalho. "Você não pode colocar-se na água a menos que você confiar neles e eles confiam em você", disse Brancheau.

Com informações da AP e EFE

Fonte: Redação Terra
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