Obama diz que Afeganistão não é "protetorado" dos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assegurou que decidiu estabelecer uma data para o início da retirada do Afeganistão para que os afegãos não considerem seu país um "protetorado permanente" de Washington.
"Se não houvesse uma data limite, seria como enviar aos afegãos a mensagem de que as coisas seguem como sempre e que o compromisso não tem uma data limite", afirmou Obama, em entrevista que será transmitida no domingo pela rede de televisão "CBS" e da qual foram divulgados alguns trechos hoje.
Na entrevista ao programa "60 Minutes", Obama disse acreditar que há certos grupos no Afeganistão que se sentiriam "perfeitamente satisfeitos" ao transformar o país em um "protetorado permanente dos EUA, no qual (eles) não assumissem nenhuma carga".
O presidente disse que este grupo estaria satisfeito com a ideia de que os EUA pagassem por um Exército no Afeganistão que mantivesse "sua segurança e seus direitos".
Mas Obama insistiu que isso não é o que o povo americano apoiou quando o país invadiu Afeganistão em 2001, mas sim a perseguição à organização terrorista Al Qaeda.
O presidente anunciou no início do mês que enviará 30 mil soldados extras ao Afeganistão, como parte de uma nova estratégia para o país.
O número de oficiais americanos no Afeganistão é de cerca de 100 mil.