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Membros do gabinete e assessores de Obama se reúnem por ameaça terrorista

Informações de possíveis ataques da Al-Qaeda levou os Estados Unidos a fechar embaixadas neste domingo no Oriente Médio

3 ago 2013
22h37
atualizado às 22h56
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Membros do gabinete como o secretário de Estado, John Kerry, os diretores do FBI e da CIA, além de assessores do presidente Barack Obama se reuniram neste sábado para analisar a ameaça terrorista que levará os Estados Unidos a fechar 22 embaixadas e consulados no mundo árabe neste domingo.

<p>Obama recebeu "frequentes atualizações" sobre a ameaça </p>
Obama recebeu "frequentes atualizações" sobre a ameaça
Foto: AP

"Esta semana o presidente instruiu a sua equipe de segurança nacional a tomar todas as medidas apropriadas para proteger o povo americano à luz de uma potencial ameaça com origem ou desenvolvimento na Península Arábica", disse a Casa Branca em comunicado.

Nesse contexto, nesta tarde a principal assessora de segurança nacional de Obama, Susan Rice, presidiu uma reunião de alto nível para "revisar a situação". Nessa reunião, além de Kerry e Rice, estiveram presentes os secretários de Defesa, Chuck Hagel; e Segurança Nacional, Janet Napolitano; o diretor do FBI, Robert müller; e o chefe da CIA, John Brennan.

Também o chefe de gabinete de Obama, Denis McDonough; sua principal assessora antiterrorista, Lisa Monaco; e o chefe do Estado-Maior Conjunto, o general Martin Dempsey, entre outros. Obama recebeu "frequentes atualizações" durante a última semana "sobre todos os aspectos da potencial ameaça", de acordo com a Casa Branca.

Neste sábado o presidente foi novamente informado da situação por suas assessoras Rice e Monaco. Obama viajou com um grupo de amigos para Camp David (Maryland), residência presidencial de descanso, para comemorar seu aniversário, que é este domingo.

Além de ordenar o fechamento de 22 embaixadas e consulados por medida de segurança, o Departamento de Estado emitiu na sexta-feira um alerta mundial de viagem para os americanos na qual adverte sobre "a possibilidade contínua de ataques terroristas", especialmente no Oriente Médio e no Norte da África, e que podem ocorrer ou proceder da Península Arábica.

A inteligência americana tem informação de que Al-Qaeda na Península Arábica (AQAP), com sede no Iêmen, estaria "nas últimas fases" do planejamento de um ataque não especificado.

Além disso, foram interceptadas comunicações eletrônicas entre dirigentes de Al-Qaeda sobre possíveis ataques contra interesses dos EUA no Oriente Médio e no Norte da África, e sua análise levou a esta situação de alerta, segundo o jornal The New York Times.

Este alerta foi feito quase um mês antes do primeiro aniversário do ataque do dia 11 de setembro de 2012 contra o consulado americano em Benghazi (Líbia), atribuído a militantes da Al-Qaeda e no qual morreram quatro pessoas, entre elas o embaixador Chris Stevens.

EFE   
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