Lincoln adotou barba por sugestão de menina de 11 anos
Presidente americano aceitou a sugestão de Grace Bedell, após receber uma carta, em 1890
"Ele ficaria melhor de tivesse barba, e eu vou escrever isso a ele", disse Grace Bedell, 11 anos, a sua mãe, em 1860. O "ele" era ninguém mais, ninguém menos que Abraham Lincoln, eleito presidente dos Estados Unidos em outubro daquele ano, aos 51 anos, segundo informações do Mashable.
Poucas semanas antes de assumir a presidência do país mais poderoso do mundo, Lincoln recebeu uma carta de Grace, na qual ela apontava um grave defeito em sua imagem: a ausência de barba.
"Seu rosto ficaria muito melhor, ele é muito magro. Todas as mulheres gostam de barba e elas convenceriam seus maridos a votar em você para presidente", escreveu a menina em 15 de outubro de 1860.
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Lincoln respondeu Grace com outra carta e em menos de um mês apareceu em público com barba, exatamente como ela havia sugerido. Mas isso não pôs fim à relação do presidente americano com a criança.
Durante sua primeira viagem de trem de Illinois a Washington DC, Lincoln parou em Westfield, Nova York, para conhecer Grace.
"Houve uma comoção momentânea. No meio da multidão, o Sr. Lincoln abaixou-se e beijou a menina com quem conversou depois por alguns minutos. O conselho dela não havia sido em vão", publicou o The New York World na edição de 19 de fevereiro de 1861.
Em 2009, quase 150 anos após o episódio, uma funcionária da Câmara dos Deputados chamada Liz Bedell, então com 23 anos, prestigiava a exposição do bicentenário de Lincoln na Biblioteca do Congresso, quando se deparou com as cartas escritas por Grace e pelo presidente.
No caderno de registro dos visitantes, ela escreveu: "Emocionei-me quando vi a carta de Grace para Abe Lincoln - ela é a irmã da minha bisavó, e eu cresci sem nunca acreditar nessa história".
"Quando estava na quinta série, queria ser presidente dos Estados Unidos e meu avô me disse 'você pode conseguir tudo o que quizer. Você pode ser presidente. Olhe só a irmã da sua bisavó, Gace Bedell. Ela não podia votar, mas colocou suas ideias no papel'".