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Homem que revelou espionagem dos EUA na web mostra o rosto

9 jun 2013 17h13
| atualizado às 17h58
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Edward Snowden revelou seu nome e rosto porque não considera que fez 'nada mau', mas diz que não espera 'voltar para casa'
Edward Snowden revelou seu nome e rosto porque não considera que fez 'nada mau', mas diz que não espera 'voltar para casa'
Foto: The Guardian / Reprodução

Um funcionário de 29 anos de uma terceirizada americana de defesa é a fonte que revelou ao The Guardian as informações confidenciais sobre os programas de vigilância das comunicações implantados pelos Estados Unidos, disse neste domingo o jornal britânico. Edward Snowden disse ao The Guardian que foi motivado apenas pelo desejo de informar o público sobre o "mecanismo de vigilância em massa".

"Não tenho nenhuma intenção de me esconder porque sei que não fiz nada de mau", disse Snowden. Contudo, com o governo dos EUA buscando uma investigação criminal pelos vazamentos, ele admitiu: "eu não espero ver minha casa novamente".

O jornal, que postou uma entrevista de vídeo de Snowden, mostrando eu rosto claramente, disse que revelava a identidade a pedido dele mesmo. Ex-técnico assistente da CIA, Snowden trabalhou por quatro anos na Agência de Segurança Nacional como um funcionário de várias terceirizadas, incluindo a Dell e a Booz Allen Hamilton, sua atual empregadora.

"Meu único motivo foi informar ao público o que é feito em seu nome e o que é feito contra ele", disse Snowden. Três semanas atrás, ele arrumou suas malas para Hong Kong e deixou para trás um salário de US$ 200 mil dólares, uma namorada que morava com ele no Havaí, uma carreira estável e uma família amorosa, de acordo com o jornal.

Obama defende "programa de vigilância" do governo:

"Estou disposto a sacrificar tudo isso porque não posso, em sã consciência, permitir que o governo americano destrua a privacidade, a liberdade na internet e as liberdades básicas das pessoas em todo o mundo com uma máquina de vigilância em massa que eles estão construindo secretamente", disse Snowden.

O diretor de Inteligência Nacional, James Clapper, pediu mais cedo uma investigação criminal sobre os vazamentos, dizendo que as divulgações "angustiantes" causaram "enormes e graves danos" para as capacidades da inteligência americanas.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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