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Diretor de comunicações da Casa Branca renuncia ao cargo

30 mai 2017
10h05
atualizado às 14h30
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O diretor de comunicações da Casa Branca, Mike Dubke, renunciou nesta terça-feira ao cargo após semanas de especulações sobre a possibilidade de mudança na estratégia comunicativa do governo devido à polêmica investigação sobre a ingerência russa, informaram meios locais.

Mike Dubke
Mike Dubke
Foto: EFE

Reconhecido estrategista republicano, Dubke apresentou sua renúncia em 18 de maio, mas se ofereceu para continuar dirigindo as comunicações da Casa Branca até que o presidente dos EUA, Donald Trump, encerrasse sua primeira viagem ao exterior, segundo o jornal The Washington Post.

Trump voltou no sábado a Washington em um momento crucial da investigação aberta pelo Congresso e o FBI para determinar se a inteligência russa influenciou no resultado das eleições presidenciais de 2016 e se existiu coordenação com a campanha de Trump.

A Casa Branca ainda não anunciou oficialmente a renúncia de Dubke e tampouco qual será seu último dia no posto, ainda que meios locais afirmem que deve deixar o cargo ainda hoje.

Dubke trabalhou estreitamente com o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, que é o rosto público do Governo e o que mais críticas recebeu nas últimas semanas pela pouca comunicação com os jornalistas que cobrem de maneira diária as notícias da Casa Branca.

Nos últimos dias, Trump estava avaliando a possibilidade de reformar sua equipe de comunicações e muitos esperavam que Spicer fosse demitido.

No entanto, a renúncia de Dubke pode ser uma das primeiras trocas na estratégia comunicativa da Casa Branca, que também falou em reduzir o número de entrevistas coletivas.

Dubke, que assumiu o cargo em 6 de março, teve que lidar com numerosas polêmicas, como a demissão surpreendente do já ex-diretor do FBI, James Comey, que era responsável pela investigação dessa agência sobre os laços com a Rússia da campanha do governante.

A equipe de imprensa da Casa Branca teve grandes dificuldades para explicar a demissão de Comey e teve que dar diferentes versões sobre os fatos, o que rendeu inúmeras críticas e numerosas piadas em populares programas de comédia.

EFE   
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