Líderes da comunidade de Inteligência dos EUA alertaram nesta quarta-feira que a paralisação do governo é uma ameaça "insidiosa" à segurança nacional, que aumentará quanto mais tempo milhares de empregados ficarem longe do trabalho.
"Estou no negócio da Inteligência há cerca de 50 anos. Nunca vi nada assim", disse o diretor da Inteligência Nacional dos EUA, James Clapper, em uma audiência do Comitê do Judiciário do Senado a respeito dos programas de vigilância.
"Isto (a paralisação) afeta nossa capacidade global de apoiar os militares, a diplomacia e as questões de política externa. O perigo aqui é que isto vai acumular ao longo do tempo. O dano será insidioso, então a cada dia que passa, o risco aumenta", declarou.
A incapacidade do Congresso norte-americano de acordar uma legislação orçamentária causou uma paralisação parcial do governo, já em seu segundo dia e sem fim à vista. A última vez em que o governo foi paralisado a este ponto foi em 1995 e 1996.
Clapper e o General Keith Alexander, diretor da Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês), falaram na audiência em um edifício do Senado silenciado pela ausência de milhares de servidores.
As agências de Inteligência já enfrentam protesto por conta da extensão da vigilância governamental sobre comunicações telefônicas e de Internet de seus cidadãos.
Clapper disse que 70% dos funcionários civis de Inteligência tiveram que ser dispensados nesta semana por não estarem lidando com uma ameaça iminente a vidas ou propriedades, mas esse número será ajustado caso a paralisação continue.
1º de outubro - Policial faz a segurança atrás de barricada com placa em que se lê "Por causa da paralisação do governo federal todos os parques nacionais estão fechados", em frente ao Lincoln Memorial, em Washington
Foto: AP
1º de outubro - Membro da polícia de parques dos EUA coloca fita para fechar o acesso ao Lincoln Memorial, em Washington
Foto: AP
1º de outubro - O prédio do Capitólio, em Washington, é refletido na água na manhã desta terça-feira, no dia seguinte após os congressistas não chegarem a um acordo para impedir a paralisação do governo americano
Foto: AP
1º de outubro - Grades impedem o acesso ao Memorial da Segunda Guerra Mundial, em Washington
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1º de outubro - Aviso alerta os visitantes para o fechamento do Museu Nacional de História Americana, em Washington
Foto: AFP
1º de outubro - Turistas se reúnem em frente a grades que impedem o acesso ao monumento National Mall, em Washington
Foto: AFP
1º de outubro - Aviso alerta para o fechamento do Museu Nacional Aeroespacial, em Washington
Foto: AFP
1º de outubro - Policial ajusta placa que alerta sobre o fechamento do Lincoln Memorial, em Washington
Foto: AP
1º de outubro - Sinal vermelho próximo ao Capitólio, em Washington
Foto: AP
1º de outubro - Em Nova York, a estátua da Liberdade também ficou fechada
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1º de outubro - Um impasse como esse não aconteceia há 17 anos
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1º de outubro - O Monte Rushmore fica em Keystone, na Dakota do Sul
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1º de outubro - Casal que viajou da Carolina do Sul para ver o Monte Rushmore, localizado na Dakota do Sul, encontrou o parque nacional do monumento fechado em função do embate entre governo e oposição nos EUA
Foto: AFP
2 de outubro - Pete Bolinger, veterano da Segunda Guerra Mundial e da Guerra da Coreia, senta solitário em banco do Memorial da grande guerra em Washington
Foto: AFP
2 de outubro - Barricadas impedem a entrada de funcionários e visitantes em frente ao Museu Nacional do Índio Americano, em Washington
Foto: AP
2 de outubro - O deputado federal republicano Louie Gohmert conduz visitantes em um tour no Capitólio, em Washington
Foto: Reuters
2 de outubro - Equipe envolvida em construção trabalha a portões fechados no Zoológico Nacional, em Washington
Foto: Reuters
2 de outubro - Seguranças conferem identidade de motorista na entrada do Zoológico Nacional, em Washington; o zoológico é um dos tantos pontos turísticos que
Foto: Reuters
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As agências de Inteligência dos EUA têm passado por um escrutínio, com público e legisladores exigindo mudanças, desde que Edward Snowden, ex-contratado da NSA, vazou informações a partir de junho segundo as quais o governo coleta muito mais dados de telefones e Internet do que se sabia até então.
Alexander, diretor da NSA, disse que as dispensas relacionadas à paralisação prejudicam a moral e que sua agência corre o risco de perder milhares de Ph.Ds, cientistas de computação e matemáticos forçados a deixar o trabalho.
"Nossa nação precisa de gente assim, e a maneira como nós tratamos essas pessoas é dizendo-lhes ‘vão para casa, porque não podemos pagá-los'", disse.
EUA: pontos turísticos fecham com paralisação do governo:
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