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Estados Unidos

Atirador do Colorado fez ameaças antes de massacre, diz promotora

23 ago 2012 - 20h14
(atualizado às 21h05)
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O atirador James Holmes fez ameaças antes de matar 12 pessoas e ferir outras 58 no mês passado em um cinema do Colorado, nos Estados Unidos, e chegou a ser proibido de entrar na universidade estadual local, disse uma promotora nesta quinta-feira.

A jovem Magan Saving acende vela durante vigília em homenagem aos mortos no massacre de Aurora após a meia-noite. Moradores da cidade montaram um memorial em frente ao cinema da cidade em que um atirador abriu fogo durante a sessão de estreia do filme Batman - O Caveleiro das Trevas Ressurge
A jovem Magan Saving acende vela durante vigília em homenagem aos mortos no massacre de Aurora após a meia-noite. Moradores da cidade montaram um memorial em frente ao cinema da cidade em que um atirador abriu fogo durante a sessão de estreia do filme Batman - O Caveleiro das Trevas Ressurge
Foto: Reuters

Holmes andou "fazendo ameaças, e essas ameaças foram relatadas à polícia", disse a promotora Karen Pearson, sem entrar em detalhes, durante uma audiência que discutiu a hipótese de a acusação ter acesso ao histórico universitário do réu.

O atirador, um ex-pós-graduando em neurociência, de 24 anos, foi preso logo depois do incidente em uma pré-estreia noturna do filme "Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge", em 20 de julho, em Aurora, um subúrbio de Denver, no Colorado.

Pearson disse que Holmes ia mal na carreira acadêmica, pois foi reprovado no exame de qualificação profissional no começo de julho, e um dos seus professores sugeriu que ele poderia não ser adequado para o programa competitivo.

Depois disso, Holmes passou a fazer ameaças que foram relatadas à polícia, e ele foi proibido de entrar na Universidade do Colorado já antes de cometer o massacre em 20 de julho, segundo Pearson.

"A promotoria estava muito agressiva hoje. Eles estão obviamente construindo uma acusação baseada na vingança", disse o ex-promotor Craig Silverman, que atua como advogado e acompanha o caso.

"A motivação não é solicitada, mas os jurados vão querer procurar uma razão pela qual esse cara fez isso, o que irá contra uma defesa por insanidade", disse Silverman.

Em audiência anterior, o advogado de Holmes disse que ele sofre de uma doença mental não-especificada, e que chegou a procurar ajuda. A imprensa local noticiou que ele se consultou com três profissionais de saúde mental antes de cometer o massacre.

Holmes compareceu à audiência vestindo macacão vermelho, com a barba por fazer e com o cabelo, antes tingido de laranja, ficando rosa. Ele parecia alerta e calmo.

Os promotores ainda não decidiram se vão pedir a pena de morte para Holmes, que está numa cela solitária na prisão do condado Arapahoe.

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