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Espiões estrangeiros podem ver mensagens do Telegram de soldados russos, diz ministro

18 fev 2026 - 12h08
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Serviços de inteligência estrangeiros conseguem visualizar mensagens ‌enviadas por soldados russos usando o aplicativo de mensagens Telegram, afirmou nesta quarta-feira o ministro do Desenvolvimento Digital da Rússia, Maksud Shadayev, segundo a agência de notícias Interfax.

O Telegram, um dos serviços de mensagens mais populares na Rússia, é amplamente utilizado pelas forças russas que lutam ⁠na Ucrânia, mas está sob pressão das autoridades, que lhe impuseram ‌restrições devido ao que consideram ser uma falha em excluir conteúdo extremista.

"Há inúmeros indícios de que agências de inteligência estrangeiras têm acesso ‌à correspondência do mensageiro e estão usando ‌esses dados contra os militares russos", disse Shadayev, segundo a ⁠citação.

Apesar dos problemas, as autoridades russas por enquanto não bloquearão o acesso das tropas na Ucrânia ao Telegram, disse Shadayev, acrescentando que elas precisarão de "algum tempo" para migrar para outros meios de comunicação. Ele não forneceu detalhes.

O Telegram não respondeu imediatamente ao pedido de comentário.

A Roskomnadzor, ‌agência reguladora de comunicações da Rússia, afirmou que está reduzindo a velocidade ‌do serviço do Telegram ⁠em meio a ⁠uma repressão mais ampla contra aplicativos de mensagens de propriedade estrangeira que, segundo ⁠ela, não cumprem a legislação russa.

O ‌Kremlin confirmou na semana ‌passada que o aplicativo de mensagens WhatsApp, de propriedade da Meta, foi completamente bloqueado por não cumprir a legislação local, sugerindo que os russos recorram a um "mensageiro nacional" apoiado pelo Estado -- o ⁠MAX.

Os críticos afirmam que o MAX é uma ferramenta de vigilância. As autoridades russas negam.

DEFENDENDO O TELEGRAM

Na semana passada, o fundador do Telegram, o empresário russo Pavel Durov, defendeu o aplicativo, afirmando que ele continuaria comprometido com a proteção ‌da liberdade de expressão e da privacidade do usuário, "independentemente da pressão".

Uma tentativa anterior das autoridades russas de bloquear o Telegram em 2018 ⁠desencadeou protestos em massa, incluindo uma manifestação em Moscou que reuniu mais de 10.000 pessoas.

Na quarta-feira, o partido de oposição Yabloko, que não possui assentos no parlamento, solicitou autorização para realizar um comício "em defesa do Telegram" em Moscou, no dia 1º de março, com a participação de até 5.000 pessoas. O partido descreveu o Telegram como "o último espaço de liberdade na Rússia" e classificou como censura as tentativas de bloqueá-lo.

Na Rússia, esses pedidos para a realização de manifestações em massa são rotineiramente rejeitados pelas autoridades locais e federais por diversos motivos, incluindo restrições relacionadas à Covid-19 quanto a reuniões públicas.

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