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"Nunca desista", diz primeira negra africana a escalar Everest

Sua primeira tentativa no Everest, em 2014, foi abortada quando uma avalanche matou 16 guias sherpa

23 mai 2019
15h14 atualizado às 16h38
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15h14 atualizado às 16h38
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A primeira africana negra a escalar o Monte Everest incentivou alpinistas de toda a África a "nunca desistirem" de seus sonhos, nesta quinta-feira, ao se impor o novo desafio de subir os picos mais altos de sete continentes.

A sul-africana Saray N'kusi Khumalo chegou ao topo da montanha mais alta do mundo, em sua quarta tentativa, na semana passada. As expedições anteriores foram frustradas por ulceração, uma avalanche e um terremoto.

Agora ela almeja se tornar a primeira negra africana a completar os chamados Sete Picos --os mais altos das Américas do Norte e do Sul, da África, da Ásia, da Europa, da Antártica e da Australásia-- e chegar aos Polos Norte e Sul.

Saray N'kusi Khumalo
Saray N'kusi Khumalo
Foto: Facebook South African Government

Vencer o Evereste significa que Saray já percorreu mais da metade do caminho, já que ela também subiu o Kilimanjaro, na África, o Aconcágua, na América do Sul, e o Monte Elbrus, na Rússia.

Falando à Thomson Reuters Foundation em Katmandu, a executiva de e-commerce, de 47 anos, descreveu sua escalada mais recente como uma "experiência edificante" repleta de desafios, como encontrar patrocinadores e arranjar os fundos e a logística.

Mas ela disse que isso "me deu a confiança de que o resto é possível".

"Levou muito tempo para uma mulher da minha cor pisar no topo do Evereste", disse ela, estimulando outros africanos a seguirem seus sonhos e inspirar gerações futuras.

"Nunca desistam", disse. "Sempre tentem ser melhores do que eram antes".

É um mantra que a própria Saray seguiu. Sua primeira tentativa no Everest, em 2014, foi abortada quando uma avalanche matou 16 guias sherpa, o que levou ao cancelamento da curta temporada de escaladas.

No ano seguinte, um grande terremoto desencadeou outra avalanche que matou 18 pessoas no campo de base do Evereste e forçou Saray e centenas de outros alpinistas a desistirem da subida.

Em 2017, ela teve que voltar quando estava a cerca de 200 metros do topo por causa de uma ulceração.

Mais velha de sete irmãos, Saray cresceu com um amor pela aventura que sua mãe incentivou e gostava de caminhar e acampar - atividades que acabaram encaminhando-a ao montanhismo.

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