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Embaixada da Polônia em Israel é pichada com suástica

País é acusado de revisionismo após aprovar "Lei do Holocausto"

19 fev 2018
10h10
atualizado às 10h28
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Uma suástica e insultos em inglês foram pichados na entrada da embaixada da Polônia em Israel, situada em Tel Aviv, em meio à polêmica entre os dois países por causa da chamada "Lei do Holocausto".

O episódio ocorreu no último domingo (18), e a polícia israelense ainda não identificou os autores do ato. Um dia antes, o primeiro-ministro da nação europeia, Mateusz Morawiecki, havia causado indignação em Israel ao dizer que os "culpados poloneses" de crimes nazistas durante a Segunda Guerra Mundial eram iguais aos "culpados judeus, russos e ucranianos".

A declaração foi dada durante uma conferência de segurança em Munique, na Alemanha, que também contou com a presença do premier de Israel, Benjamin Netanyahu. "Há um problema de falta de compreensão histórica e falta de sensibilidade pela tragédia do nosso povo", rebateu o líder israelense.

No dia seguinte, Netanyahu conversou com Morawiecki por telefone e moderou o tom, afirmando que o diálogo entre os dois países continuará, "com a esperança" de que um encontro seja realizado em breve para "discutir a matéria".

A tensão entre as duas nações aumentou após o presidente Andrzej Duda ter sancionado uma lei que proíbe a associação da Polônia a crimes cometidos pelo regime nazista. Com isso, o uso de termos como "campo de concentração polonês" para se referir a Auschwitz, por exemplo, fica sujeito a punições.

A medida gerou críticas no mundo todo, principalmente em Israel, e acusações de "revisionismo histórico" contra Varsóvia, já que houve perseguições contra judeus por parte de cidadãos poloneses durante o nazismo, embora tais atos não tenham sido organizados pelo Estado.

As penas previstas na "Lei do Holocausto" podem chegar a até três anos de prisão.

Ansa - Brasil   

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