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'Emanuela Orlandi está viva', diz turco Ali Agca

Turco tentou matar o papa João Paulo II em 1981

25 jul 2019 - 15h10
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O turco Ali Agca, que tentou assassinar o papa João Paulo II em 1981, escreveu uma carta aberta à imprensa internacional abordando o caso do desaparecimento da jovem italiana Emanuela Orlandi, um dos maiores mistérios do Vaticano.

'Emanuela Orlandi está viva', diz turco Ali Agca
'Emanuela Orlandi está viva', diz turco Ali Agca
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

    "Emanuela Orlandi está viva e bem há 36 anos", disse Ali Agca, que cumpriu pena na Itália e, desde 2010, está solto.

    O turco, que é apontado como um ex-terrorista, assassino do jornalista Abdi ?pekçi e ex-membro da organização ultranacionalista "Lobos Cinzentos", insinuou no documento que a italiana estaria viva.

    "Ela nunca foi sequestrada, no sentido clássico do termo. Ela é vítima de uma intriga internacional por motivos religiosos-políticos relacionados também com o terceiro segredo de Fátima", disse.

    Eximindo o Vaticano da responsabilidade pelo desaparecimento de Orlandi, Agca acusou a agência norte-americana CIA de envolvimento no caso. "Todos pedem que o Vaticano revele seus documentos sobre o caso de Emanuela Orlandi, mas eu peço que a CIA revele os documentos secretos que possui, confessando também a responsabilidade direta nesta complexa intriga internacional dos anos 1980", afirmou. Emanuela Orlandi, filha de um funcionário do Vaticano, Ercole Orlandi, da Prefeitura da Casa Pontifícia, desapareceu em 22 de junho de 1983, aos 15 anos de idade, em Roma. Sem nenhum vestígio ao longo de todos esses anos, seu paradeiro continua um mistério.

    Várias teoristas e pistas já foram apontadas no caso, como sequestro, assassinato, vingança contra o pai de Orlandi, envolvimento do Vaticano no crime, da máfia e até um episódio envolvendo terroristas internacionais. Essa última tese, em partes, envolve Ali Agca. Algumas pistas ao longo das décadas diziam que ela teria sido sequestrada por extremistas muçulmanos para exigir a libertação do turco. O caso de Emanuela Orlandi voltou à tona em 2019 com a decisão do Vaticano de reabrir um túmulo onde, de acordo com uma denúncia anônima, a jovem estaria enterrada. A denúncia falava dos túmulos das princesas alemãs Sophie von Hohenlohe (morta em 1836) e Carlota Frederica de Mecklenburg (1840), no Campo Santo Tetônico. Abertos, os túmulos, porém, estavam vazios: nem a jovem italiana nem as princesas estavam lá.

    Na semana passada, uma equipe de especialistas começou a analisar uma outra pista, de um ossuário sem identificação localizado próximo dos túmulos das princesas. Os restos mortais deverão voltar para uma nova análise no próximo sábado (27). Na busca por Orlandi, também foram encontrados milhares de ossos em um depósito no mesmo cemitério.

Ansa - Brasil
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