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Em campanha, Trump diz na ONU que China infectou o mundo

Presidente dedicou boa parte do discurso na ONU ao país asiático

22 set 2020
11h52
atualizado às 12h14
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A pouco mais de um mês da eleição de 3 de novembro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dedicou boa parte de seu discurso na Assembleia-Geral da ONU a ataques à China, que já havia sido um de seus principais alvos na campanha de 2016.

Donald Trump cumprimenta apoiadores em Ohio, em 21 de setembro
Donald Trump cumprimenta apoiadores em Ohio, em 21 de setembro
Foto: EPA / Ansa

Trump se pronunciou imediatamente após o discurso do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, em uma sessão de debates realizada de forma inteiramente virtual em função da pandemia do novo coronavírus, a qual o líder americano atribuiu à China.

"Temos travado uma batalha feroz contra um inimigo invisível - o vírus da China - que tirou inúmeras vidas em 188 países", disse Trump no início de sua fala. Em seguida, o presidente afirmou que é preciso "responsabilizar a nação que desencadeou essa praga no mundo".

"Nos primeiros dias do vírus, a China bloqueou as viagens domésticas enquanto permitia voos para sair da China e infectar o mundo [...] O governo chinês e a Organização Mundial da Saúde - que é virtualmente controlada pela China - declararam falsamente que não havia evidência de transmissão de humano para humano", acrescentou.

Segundo Trump, a ONU deve responsabilizar o país asiático "por suas ações". Mas o presidente não usou apenas a pandemia para atacar a China.

Em seu discurso, o magnata ainda acusou a segunda maior economia do planeta de despejar "milhões e milhões de toneladas de plástico e lixo nos oceanos a cada ano", de praticar pesca predatória nas águas de outros países, de destruir recifes de corais e de "emitir mais mercúrio tóxico na atmosfera do que qualquer outra nação no mundo".

Trump também se vangloriou do ataque que assassinou o general iraniano Qassem Soleimani, no início do ano, do recente acordo entre Kosovo e Sérvia e dos tratados de "paz" de Israel com Emirados Árabes Unidos e Bahrein, países que nunca estiveram em guerra.

"Esses acordos de paz inovadores são o alvorecer do novo Oriente Médio", acrescentou. Trump não mencionou em seu discurso a onda de protestos contra a violência racial das polícias nos Estados Unidos, mas disse que o país é "líder em direitos humanos" e está "cumprindo seu destino de pacificador".

O presidente ainda cobrou que a ONU se concentre nos "verdadeiros problemas do mundo", o que inclui "terrorismo, opressão das mulheres, trabalho forçado, tráfico de drogas, sexual e humano, perseguição religiosa e limpeza étnica de minorias religiosas", em mais um recado à China, acusada de oprimir a população uigure em Xinjiang.  

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