Ebola: "único caso similar foi a Aids", diz diretor do CDC
O diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), que trata de assuntos referentes a epidemias nos Estados Unidos, Thomas Frieden, afirmou, na quarta-feira (8), que o surto de ebola na África pode ser comparado à epidemia da Aids, no começo da década de 1980. As informações são da Ansa.
"Desde que comecei a trabalhar com a saúde pública, há 30 anos, o único caso similar foi a Aids", disse, em discurso organizado pelo Banco Mundial e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington (EUA).
"Será uma longa guerra", continuou Frieden, ao acrescentar que é necessário muito trabalho para que o surto não se transforme em algo parecido com a Aids, que já tirou a vida de ao menos 36 milhões de pessoas.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, no continente africano mais de 8 mil pessoas já foram diagnosticadas com o ebola, sendo que quase metade delas morreram. A OMC ainda destacou que os números podem ser ainda maiores.
O primeiro caso de ebola diagnosticado nos Estados Unidos, o liberiano Thomas Eric Duncan, morreu na quarta-feira, decorrência da doença.
Enquanto isso, o governo norte-americano intensificou o controle nos principais aeroportos do país. Passageiros vindos de países em situação de risco terão sua temperatura medida com um sensor, a fim de evitar possíveis contaminações. São esperados, no entanto, vários alarmes falsos, porque a malária apresenta os mesmos sintomas.
Em uma tentativa de bloquear o vírus, o governo de Barack Obama está construindo centros médicos na Libéria, país africano mais afetado pelo surto, e deve enviar em breve cerca de 4 mil soldados para a África Ocidental.
ONU
Autoridades da missão da Organização das Nações Unidas (ONU) para a emergência do ebola (Unmeer) declararam que a doença "não é uma condenação de morte", destacando que "o tratamento precoce significa uma melhor chance de sobrevivência".