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Diretor-adjunto do FBI Bailey vai renunciar após pouco mais de um ano na agência

28 set 2026 - 14h12
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Resumo
O codiretor-adjunto do FBI, Andrew Bailey, anunciou sua renúncia após pouco mais de um ano para se dedicar à família. Aliado de Donald Trump e ex-procurador do Missouri, Bailey atuou sob Kash Patel na supervisão de apurações sobre as eleições de 2020, as quais não comprovaram fraudes. Tradicionalmente técnico, o posto foi politizado por Trump para alinhar o órgão à sua agenda. A saída ocorre a cinco semanas das eleições de meio de mandato, em meio a tensões e reformulações na agência.

O codiretor-adjunto do FBI ‌Andrew Bailey disse nesta  segunda-feira que está deixando o cargo, encerrando sua passagem pela mais importante agência de aplicação da lei dos EUA após pouco mais de um ano.

Bailey, um aliado republicano do presidente Donald Trump que deixou o cargo de procurador-geral do Missouri ⁠para ingressar no FBI, disse que está saindo para ficar com ‌sua família. Bailey, que atuava sob o comando do diretor do FBI, Kash Patel, ajudou a supervisionar investigações relacionadas às eleições e ‌estava presente quando agentes apreenderam cédulas ‌eleitorais de 2020 na Geórgia.

"Estou confiante de que o diretor ⁠Patel continuará a reformar o FBI, combater crimes violentos, defender a pátria, garantir uma forte prestação de contas organizacional e restaurar a confiança do público nesta instituição de excelência", escreveu Bailey nas redes sociais.

O cargo de diretor-adjunto, que supervisiona as operações diárias de ‌aplicação da lei, tem sido tradicionalmente apolítico e ocupado por funcionários ‌de carreira do FBI. ⁠Trump nomeou aliados ⁠políticos para o cargo à medida que reformula a agência para alinhá-la ⁠à sua agenda.

Bailey atuou inicialmente ‌como codiretor-adjunto ao lado ‌de Dan Bongino, ex-agente do Serviço Secreto dos EUA e podcaster conservador, que deixou o FBI em janeiro.

Christopher Raia, um funcionário veterano do FBI, atuou mais recentemente como parte de ⁠uma equipe de liderança de três pessoas, junto com Bailey e Patel.

Bailey ingressou no FBI após uma série de erros de grande repercussão cometidos por Patel, incluindo o gerenciamento inadequado de arquivos de investigação sobre o falecido ‌criminoso sexual e financista Jeffrey Epstein, o que causou dores de cabeça políticas para o governo Trump e tensão interna no ⁠Departamento de Justiça.

A mais recente saída de destaque no FBI ocorre cerca de cinco semanas antes das eleições de meio de mandato nos EUA, que determinarão o controle do Congresso. O governo Trump mobilizou agências federais de aplicação da lei para investigar a participação de não cidadãos norte-americanos nas eleições.

Durante seu mandato no FBI, Bailey ajudou a coordenar as investigações do governo Trump sobre questões eleitorais. O FBI examinou minuciosamente os registros eleitorais de vários Estados, mas não apresentou evidências que comprovem as alegações falsas de Trump de que uma fraude eleitoral generalizada teria levado à sua derrota nas eleições de 2020.

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