Justiça determina que Casa Branca restabeleça acesso aos veículos de imprensa proibidos por Trump
Bloqueio à ordem de Trump é temporário, com validade de 14 dias. CNN, MS NOW e Politico foram banidos da Casa Branca na última sexta, 18
A Justiça dos EUA derrubou temporariamente a decisão de Donald Trump que bania a CNN, a MS NOW e o Politico da Casa Branca sob a justificativa de combater notícias falsas. O juiz distrital Timothy Kelly determinou o restabelecimento do acesso dos jornalistas por 14 dias, apontando provável violação do devido processo legal constitucional. A ação conjunta dos veículos alegava violação à liberdade de imprensa, em meio a um momento de baixa popularidade do presidente americano.
A Justiça americana derrubou, na madrugada desta quinta-feira, 24, a proibição do acesso dos veículos de imprensa CNN, MS NOW e Politico à Casa Branca. A decisão, que é um bloqueio temporário à medida do presidente Donald Trump, determina que o acesso aos jornalistas das empresas banidas seja restabelecido.
A decisão foi proferida pelo juiz distrital Timothy Kelly, indicado por Trump em 2017. A ordem de restrição temporária emitida tem validade de 14 dias.
O republicano anunciou o banimento dos veículos na última sexta, 18, afirmando que o movimento era um ataque às notícias falsas.
Dias depois, a CNN, a MS NOW e o Politico entraram com uma ação conjunta buscando uma liminar contra o banimento, argumentando que ele violava a Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que protege o direito à liberdade de imprensa.
Na decisão, Kelly diz que a revogação das credenciais de imprensa dos veículos "provavelmente violou seus direitos constitucionais ao devido processo legal".
"A 'regra geral' é que 'as pessoas devem ser notificadas e ter a oportunidade de serem ouvidas antes que o governo as prive' de um interesse constitucionalmente protegido", escreveu.
Ataques de Trump contra jornalistas e contra veículos de comunicação que criticam o governo não são incomuns. Durante seu primeiro mandato, ele chegou a chamar a imprensa de "inimiga do povo".
A proibição coincidiu com um momento em que os índices de aprovação do americano estão em baixa histórica e que o partido Republicano corre o risco de perder o controle do Congresso nas eleições de meio de mandato, marcadas para o dia 3 de novembro. /Com AFP e AP
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